Félix Rosenqvist teve uma carreira ascensional nas fórmulas de promoção, mas a sua progressão para as competições de topo não tem sido fácil. O sueco de 25 anos alinhou nas últimas quatro corridas no DTM em 2016 aos comandos de um Mercedes, mas a reestruturação naquele campeonato inviabilizou a continuidade na competição dos espetaculares carros de turismo germânicos. Por isso Rosenqvist concentra agora a sua carreira no Campeonato FIA de Fórmula E, onde conseguiu o seu segundo pódio em Marraquexe, no passado mês de novembro. Integrado na equipa Mahindra o piloto sueco espera ter mais oportunidades do que no DTM, onde mostrou um grande potencial mas onde acabou por não ser uma opção para a Mercedes por via de uma colisão de calendário com a Fórmula E. “Adorei competir no DTM no ano passado, aprendi bastante a lidar com a pressão que vem de guiar para um construtor de primeira grandeza. É um campeonato fantástico mas no final do ano foi impossível combinar isso com a Fórmula E este ano. O que obviamente é uma pena”, explicou Rosenqvist. Ullrich Fritz, responsável da Mercedes para o DTM justifica a opção de não contar com o jovem piloto escandinavo pelas boas exibições que tem feito na Fórmula E, para além de ter duas datas coincidentes com o calendário do Deutsch Tourenwagen Masters. Stefan Johansson, ‘manager’ de Félix Rosenqvist, admite que o seu piloto poderá vir a disputar ocasionalmente provas de sport-protótipos (LMP2) ou GT, desde que elas não impliquem faltar ao compromisso com a Mahindra na Fórmula E. Rosenqvist também deverá continuar a sua colaboração com a Prema, que também já ajudou a levar Lance Stroll ao título europeu de Fórmula 3 e à sua contratação pela Williams para a Fórmula 1.
Nuno Barreto Costa












