A Speedy Motorsport brilhou no 54.º Circuito Internacional de Vila Real, somando uma vitória à geral, três pódios, duas poles e duas voltas mais rápidas, reforçando a sua candidatura aos títulos de 2025. A equipa apresentou-se com dois Toyota GR Supra GT4 EVO2 (GT4 Pro) e um Porsche Cayman CS (GTX).
Nas qualificações, César Machado garantiu a pole para a Corrida 1 por apenas 0,001s, enquanto Pedro Salvador, de regresso à competição, liderou a segunda qualificação, assegurando uma primeira linha 100% Speedy.
A Corrida 1, marcada por chuva e bandeiras vermelhas, começou com o abandono precoce de José Carlos Pires devido a aquaplaning. Machado, após liderar, foi penalizado e partiu do fundo da grelha, protagonizando com Rafael Lobato uma recuperação notável até ao 2.º lugar, num pódio com sabor agridoce.
Na Corrida 2, Salvador e Pires dominaram do início ao fim e venceram com autoridade, apesar das interrupções. Já Machado e Lobato cruzaram a meta em 3.º, mas devido às bandeiras vermelhas, foram classificados em 4.º.
Na divisão GTX, Pompeu Simões e Duarte Camelo venceram ambas as corridas com grande solidez, mostrando o domínio do Porsche Cayman CS da Speedy Motorsport na categoria.

Com este desempenho, a equipa mantém-se como referência no Campeonato de Portugal de Velocidade. O próximo desafio será em Valência, pontuável para o Iberian Supercars.
“Algumas das mais belas páginas da história da Speedy Motorsport foram escritas em Vila Real, pelo que é sempre um prazer regressar à capital transmontana, onde me apaixonei pelas corridas e onde sempre fui muito feliz” disse Pedro Salvador. “As condições revelaram-se desafiantes com o calor intenso a exigir muito dos pilotos, das máquinas e de toda a equipa que, mais uma vez, fez um trabalho estupendo, permitindo-me focar a 100% no meu regresso à competição, ainda quede forma pontual.
Na primeira qualificação, o César e Pompeu fizeram as poles nas respetivas divisões ( o César à geral) e o Zé Carlos colocava-nos em boas condições para lutarmos por bons resultados. Na Qualificação 2, tive de lutar com o Rafa, levando a melhor, mesmo que por uma margem muito curta. O Duarte fez o segundo tempo, ainda a adaptar-se às exigências do traçado.
Na corrida 1, um azar do Zé Carlos tirou-nos da luta, pelo que o foco se centrou todo no César e no Rafa que provaram porque são uma das melhores duplas do campeonato. Acabaram na cauda do pelotão depois da bandeira vermelha, sem culpa, mas fizeram uma recuperação notável e conseguira mum merecido pódio, que facilmente poderia ter sido uma vitória folgada, em condições normais, tal o ritmo evidenciado.

Na corrida 2, fiz o primeiro stint e larguei da pole.Tive de aguentar os ataques constantes do Rafa. Terá sido uma das corridas maisexigentes que fiz em Vila Real, muito por culpa do ritmo intenso que fuiobrigado a usar, para responder aos ataques constantes. A corrida acabou porter várias interrupções e terminar prematuramente, com o Zé Carlos já aovolante, completamente no controlo e a vitória sorriu-nos. A bandeira vermelhano final voltou a prejudicar o César e o Rafa, que deveriam ter terminado nopódio e assim ficaram apenas com o quarto lugar.
Do lado do Pompeu e do Duarte, um fim de semana excelente, com dois triunfos na GTX, prova que são a dupla mais competitiva da divisão, continuando a sua evolução de foram inequívoca e clara. Não escondo a tremenda satisfação que é ver a evolução desta dupla que, a cada fim de semana, se torna cada vez mais competitiva.

A contabilidade no final da festa é positiva, podia ter sido ainda melhor, mas o que nos escapou foi sem culpa própria. Fomos os mais rápidos, num contexto duro, exigente, onde toda a equipa correspondeu. O orgulho enorme que sinto por todo o trabalho que a equipa desenvolveu ao longo deste fim de semana apenas se equipara à alegria de voltar a percorrer as ruas de Vila Real, com o seu público fantástico que faz deste evento um dos mais especiais do ano. A Speedy voltou a ser feliz num traçado onde, dizem, apenas os melhores são bem sucedidos. Saímos moralizados para o que falta da época, consciente que o nível competitivo é altíssimo e qualquer erro se pagará caro.“










