Hendrik Still venceu a Corrida 2 de Vila Real ao lado de Carlos Vieira, numa prestação que o próprio classificou como surpreendente, destacando a evolução progressiva ao longo do fim de semana e o trabalho da Veloso Motorsport na adaptação do carro ao mítico traçado.
Still é um piloto alemão que já foi presença em outras provas da Veloso Motorsport, mostrando sempre grande qualidade e velocidade. Em Vila Real, o desafio era maior… chegar a um citadino exigente e ser competitivo. O alemão, que este ano já competiu no ADAC GT4 Germany e no GT4 European Series, chegou com uma vasta experiência, especialmente das pistas alemãs como Nurburgring Nordsheleife. Mas, ainda assim, ficou impressionado com a pista transmontana.
O piloto começou por fazer o balanço da sua passagem por Vila Real, que terminou com um triunfo:
“Estava a melhorar de sessão para sessão. A Veloso Motorsport também fez um trabalho muito bom com o carro, por isso penso que nos adaptámos bastante bem à pista. Eles têm muita experiência aqui, mas claro que há especialistas nesta pista. Eu precisava de aprender rápido sem cometer erros nem riscar o carro. No geral, fiquei muito feliz e também surpreendido com o nosso ritmo na segunda corrida. Sei que somos rápidos, mas sermos tão rápidos e lutar por vitórias aqui não era nada do que eu esperava. Fiquei super feliz com o resultado e é… sim, estou muito orgulhoso de correr aqui em frente destes espetadores. É fantástico.”
Olhando para as pistas onde já correu, Still considerou a experiência como uma das mais exigentes:
“Na semana passada estive em Norrisring, que é um citadino diferente, no Nordshleife onde tenho 16 anos de experiência. Também guiei na pista de Pau, na França, que diria que é mais parecida com esta, porque o Norisring é uma pista muito curta, só tem duas curvas e uma chicane. É um circuito citadino, mas claro que não é preciso aprender tanto como aqui, numa pista longa como Vila Real. Quando saí para o primeiro treino livre, fiquei impressionado e disse: ‘nunca vou aprender esta pista.’ Mas foi simplesmente fantástico estar aqui, e é definitivamente mais difícil de aprender do que o Norisring. O Nordschleife é uma coisa diferente, mas aqui senti-me como há 16 anos, quando comecei no Nordschleife, na minha primeira volta. Foi a mesma sensação aqui, mas talvez com ainda menos espaço para erros.”









