Tem apenas 16 anos e como todos os adolescentes, envergonha-se perante os microfones ou as máquinas fotográficas. Mas quando coloca o capacete, transforma-se e nasce um novo José Barros, implacável em pista.
José Barros “nasceu” no karting onde começou com seis anos. Descobriu as corridas de automóveis quando foi a Braga assistir a uma corrida da GT3 Cup. Não se sentou no carro porque ainda não tinha celebrado o 16º aniversário, mas assim que pôde tirar a licença, “inscrevi-me na GT3 Cup e participei na jornada do Estoril” que funcionou, assim, como prova de estreia do jovem piloto nortenho.
O seu talento ficou evidente com excelentes indicações no Estoril, sublinhados, depois, em Jarama onde subiu ao pódio na sua categoria, o mesmo sucedendo na segunda visita da GT3 Cup ao Estoril.
Sendo ainda muito jovem, José Barros ainda vive o deslumbramento das corridas juntamente com o seu fã número 1, o seu pai. “Optamos por não seguir para os fórmulas, pois quero uma carreira a longo prazo.” Obviamente que sonhou com a Fórmula 1, mas “é preciso muito dinheiro e conhecimentos e por isso, porque desejo uma carreira de longo prazo, decidimos optar pelos GT e pelo GT3 Cup que nos pareceu muito interessante.”
Quanto aos planos para 2022, há ainda alguma indecisão embora José Barros tenha quase certo “fazer mais uma temporada na GT3 Cup e lutar pelos primeiros lugares.” Se tudo correr certo, “poderei me manter um terceiro ano na competição para a ganhar o título e depois pensar em outros patamares, nomeadamente, em campeonatos internacionais.”
Quanto à falta de saídas para talentosos pilotos que existem no karting, o piloto deixou claro que “faltam muitas coisas, mas sobretudo, disciplinas de monolugares e apoios seja da federação sejam de empresas que queiram aproveitar o talento que existe no karting. É uma pena desperdiçar tanto talento.”










