Catherine Bond Muir, CEO das W Series, concedeu uma entrevista ao site GPFans, e falou da primeira época da série. A directora falou sobre as várias adversidades, e diz ter ficado surpreendida.
“Os homens foram mais solidários quando começámos, especialmente de dentro do automobilismo, na verdade foram algumas das pilotos femininas que criticaram mais e com as quais fiquei bastante surpreendida. A objecção mais forte parecia vir de mulheres que tinham as suas carreiras no automobilismo, ou que estavam no final e, obviamente, elas tinham trabalhado num determinado ambiente diferente”, disse Muir.
Muir falou também sobre a reação do público. “Na verdade, estou bastante impressionada com o sucesso que temos tido, em termos de interesse do público e atenção da imprensa, mas essa atenção só existe se houver interesse lá”. A diretora falou também das primeiras dificuldades e das palavras que ouviu ao construir a modalidade: “Quase ano após ano os números estavam a cair. Houve um hiato quando as mulheres estavam a correr na GP3 e na Fórmula E, e a Danica [Patrick] estava na Indy, mas depois disso estavam apenas a desaparecer. Tenho muitos amigos em posições de gestão numa grande variedade de desportos que disseram ‘Catherine, é uma grande ideia, mas as pessoas não veem o desporto feminino’, e não estavam erradas… há três anos atrás”.











