Max Verstappen está bem posicionado para conquistar a vitória na estreia nas 24 Horas de Nürburgring, com a sua equipa a liderar uma dobradinha Mercedes quando restavam pouco mais de sete horas de corrida. O Mercedes #3, partilhado com Daniel Juncadella, Jules Gounon e Lucas Auer, seguia no comando com 14 segundos de vantagem sobre o Mercedes #80 da Winward AMG, numa prova em que a marca alemã assumiu controlo claro desde a sexta hora.
Mercedes toma conta da corrida
A partir dessa fase, os dois Mercedes passaram a alternar na liderança, sempre com estratégias idênticas, transformando a luta pela vitória num duelo directo entre carros da mesma marca. O #3 e o #80 trocaram várias vezes de posição, mas mantiveram-se isolados face à concorrência.
Quando Verstappen regressou ao volante, por volta da 11ª hora, encontrou um cenário exigente: o neerlandês entrou no carro com uma desvantagem de seis segundos para Maro Engel, vencedor da prova em 2016, a última edição ganha pela Mercedes. Ainda assim, o piloto da Verstappen Racing anulou rapidamente a diferença e lançou-se ao ataque. A ultrapassagem decisiva surgiu na recta da meta, mas a resposta de Engel não tardou. O piloto do #80 tentou recuperar a posição em Tiergarten, numa fase em que ambos lidavam também com tráfego, elevando ainda mais a tensão na pista.
Nesse momento, os dois Mercedes chegaram mesmo a tocar rodas. Verstappen manteve-se firme no meio da estrada, enquanto o #80 acabou por ser empurrado para a relva à direita. O episódio praticamente encerrou o duelo direto, com Engel a perder alguns segundos e a liderança da corrida a inclinar-se novamente para o lado da formação do campeão do mundo de Fórmula 1. A partir daí, a margem foi crescendo até aos 14 segundos, antes de Lucas Auer e Fabian Schiller assumirem os turnos seguintes nas duas viaturas.
Concorrência já segue muito longe
Com os Mercedes a imporem um ritmo inalcançável para o resto do pelotão, o Aston Martin da Walkenhorst Motorsport, ocupado por Mattia Drudi, Felipe Laser, Christian Krognes e Nicki Thiim, surgia no terceiro lugar, mas já a cerca de cinco minutos dos líderes. Os BMW da Rowe Racing e da Schubert Motorsport completavam, por esta altura, os cinco primeiros. Salvo imprevisto, a Mercedes encaminhava assim o fim de um jejum de 10 anos sem triunfos na clássica alemã, numa edição em que Verstappen surgiu como peça central de uma operação até agora dominadora.
Guilherme Oliveira e os seus colegas de equipa, Yannik Himmels (Alemanha), Lluc Ibañez (Espanha) e Jörg Viebahn (Alemanha), no Mercedes-AMG GT4 da PROsport Racing, competindo na classe SP10 rodam na terceira posição da classe SP9.










