“Fiquei desiludido e mesmo chateado com a situação, mas não era por isso que ia baixar os braços. Até ao palanque de chegada estamos em prova e depois de todo o apoio da equipa que recebi ontem [anteontem], a minha disposição era bem melhor e entrei com a moral em alta nesta derradeira especial de longa duração”, afirmou o motard após concluir a tirada de ontem.
O piloto de Olhão não deixou, no entanto, de sentir dificuldades com o pó, mas nem por isso baixou o ritmo, se bem que tenha sempre deixado uma margem de segurança para não ser surpreendido, terminando o dia na sexta posição.
“Nestas pistas de montanha podem sempre surgir armadilhas inesperadas e por isso não arrisquei, até porque não fazia muito sentido. Mas andei bastante confortável, num ritmo que mais uma vez se mostrou mais rápido do que aqueles que beneficiaram com a minha penalização e no final ficou claro que lhes ganhei bastante tempo”, explicou, admitindo que quer atacar até ao final e tentar chegar a um dos lugares que estão à sua frente, mesmo sabendo da dificuldade desse objetivo.
A prova tem amanhã o seu dia de encerramento com a ligação desde a cidade de Córdoba, conhecida na Argentina como a capital do desporto motorizado do país, até Buenos Aires onde termina esta 33ª edição do Dakar. “Será uma especial da qual guardo boas recordações depois da vitória do ano passado. O percurso é muito semelhante e sinto-me bastante bem nessas condições. Vou sair com uma boa posição e veremos se consigo fechar com um bom resultado.”











