O português Ricardo Leal dos Santos continua a não ter vida fácil no África Eco Race. Na etapa de ontem, de 377 quilómetros cronometrados, cumpridos entre Chinguetti e Amati, novo dia de arazes.
“Começámos por furar e perdemos algum tempo na operação da mudança do pneu”, salienta Leal dos Santos que, resolvida esta questão, partiu de novo ao ataque recuperando, entre CP1 e CP2, 3m42s ao líder da corrida, passando a ocupar a 4ª posição. Mas o pior bocado aconteceu a meio da etapa: “Pelo facto de termos sido das últimas equipas a partir para o setor seletivo, tínhamos muitos concorrentes à nossa frente. A determinada altura, numa zona de dunas muito complicada, havia uma ‘plantação’ de equipas atascadas, entre os quais um dos Kamaz, pelo que fomos forçados a desviarmo-nos da nossa rota. O único caminho livre acabou por conduzir-nos a uma zona sem saída e pior do que isso ficámos também atascados, juntamente com o Hummer que já esteve na liderança da prova”. Um infortúnio que fez o piloto português perder mais de uma hora na etapa. Hoje disputa-se a nona etapa que liga Amodjar a Akjoujt. São disputados 445 quilómetros ao cronómetro, entre Aout e Akjoujt, num cenário onde abundam as travessias de dunas.










