A nova competição tem um marketing fantástico, dinheiro para seduzir pilotos com grande nome, ideias para dar e vencer, senhoras a competir ao lado dos homens, um carro interessante, mas faltou quase tudo o resto. É verdade que houve alguma ação, mas bastou a primeira prova para ficaram completamente a nú as debilidades desta competição, ao melhor estilo do ralicross, mas em estrada aberta.
É boa a ideia, o pressuposto, a mensagem, mas os adeptos dos ‘motores’ em geral, todo o terreno em particular não se vão deixar facilmente seduzir pela Extreme E.
Talvez com alterações no formato das provas, talvez seja necessária muito mais maturação.
A Fórmula E quando nasceu, também toda a gente desconfiou, mas sete anos depois está perfeitamente consolidada. É claro que hoje é impossível fazer um Dakar com um carro elétrico, mas a Audi vai fazer um em 2022 com um híbrido.
Os motores de combustão nasceram em 1872, através do norte-americano George Brayton, e quase século e meio depois vive-se uma era de transição.
Quanto tempo mais ‘cá’ vão ficar não sabemos, mas pelo meio temos que experimentar.
Esta Extreme E, desta forma, não ‘pega’. Corridas de duas voltas e 18 quilómetros em todo-o- terreno não resultam. O pó já causou acidentes complicados, num Dakar, concorrentes a rodar juntos é sinal para ter cuidado, pelo que três Odyssey 21 e-SUV a andar no máximo, não vai ser fácil. E estávamos no deserto, agora vamos para o Lago Rosa perto de Dakar, no Senegal, depois para a Gronelândia, Pará no Brasil, Terra del Fuego, na Argentina. Talvez as restantes deem um bom espetáculo televisivo, mas na Arábia Saudita não foi. Até ver, Alejandro Agag, não teve Toque de Midas…












