Oitava vitória dos ‘Andrades’ nas 24 Horas TT Vila de Fronteira

Por a 28 Novembro 2021 14:29

A equipa dos luso-franceses ‘Andrades’ voltou a vencer as 24 Horas TT Vila de Fronteira, o que sucede pela 8ª vez na história da prova e terceira consecutiva. Equipa portuguesa terminou no pódio.

Depois de um ano de interrupção, a vila alentejana de Fronteira voltou a engalanar-se para mais uma edição das 24 Horas TT Vila de Fronteira, e mais uma vez confirmou-se tudo o que já se sabia da prova, que continua a ter um ambiente absolutamente espetacular, dentro e fora de pista, com o muito público a esquecer o muito frio que habitualmente se faz sentir – e que este ano não foi exceção – com muito a seguir a prova de fio a pavio. 

No paddock, a habitual mescla entre trabalho (muito) e lazer (algum) sempre com muito espírito desportivo, e enormes demonstrações de resiliência por parte das equipas, já que muita coisa acontece em 24 horas de prova, que se seguem a um dia de treinos livres e cronometrados.

A festa foi a habitual, tal como os vencedores, que são os mesmos, com uma exceção de um dos pilotos, há três anos. Uma equipa continua a fazer história em Fronteira: o conjunto luso-francês liderado por Alexandre Andrade (A.C. Nissan Proto) estendeu o seu recorde para 8 vitórias! 

Sem sob a batuta do agora Team Manager, Mário Andrade, desta feita, Alexandre Andrade, Cedric Duple, Yann Morize e Florent Charvot levaram o AC Nissan Proto #22 a mais um triunfo, num ano em que Charvot foi a novidade na equipa, por troca com Alexandre Deaujon, que venceu com o restante trio em 2018 e 2019. Portanto, terceiro triunfo seguido para Alexandre Andrade, Cedric Duple e Yann Morize.

A corrida esteve ‘embrulhada’ nas primeiras horas, mas com o passar do tempo foi ficando cada vez mais claro que a equipa comandada pelos luso franceses, Andrade, era com uma grande margem, a mais forte em pista. Um carro bem preparado e um quarteto bem ciente do que fazer, e especialmente do que não fazer. “Vite doucement” como diz o patriarca da equipa, Mário Andrade. 

Apesar de estarem cada vez mais perto, ainda não foi nesta edição que um SSV se estreou a vencer na prova de resistência organizada pelo Automóvel Club de Portugal. O triunfo ficou a cargo dos suspeitos do costume, que, noite dentro, assinaram um desempenho irrepreensível com o seu Nissan Proto, assumindo às 11 horas de prova uma liderança que nunca mais perderam. E assim confirmou, de forma categórica, um novo recorde de oito triunfos em Fronteira (2004, 2007, 2009, 2011, 2016, 2018, 2019 e 2021), fruto da receita infalível, velocidade e consistência, que também já tinha imposto no triunfo nas 24 Horas de Paris deste ano. Uma época perfeita, de dobradinha, tal como já tinham feito em 2016: “Queríamos juntar esta vitória ao triunfo nas 24 Horas de Paris. A estratégia foi começar devagar. A nossa especialidade é à noite e foi nesse período que demos todo o gás! Temos um carro espetacular, já com 10 anos, mas muito fiável; temos que agradecer ao Cedric o trabalho que faz. O Cedric é top top top…”, confessou, referindo-se ao desempenho do seu segundo piloto e preparador do carro, Cedric Duple. 

Segundo lugar para Francis Balocchi, Nicolas Martin, Benjamin Bujon (já tinha sido terceiro uma vez) e Laurent Fouquet (já tinha sido segundo uma vez), no Fouquet #8, que terminaram a duas voltas, que asseguraram, ao mesmo tempo, o triunfo na categoria T1. 

Grande resultado para a melhor equipa totalmente lusa, Rui Carneiro, João Ferreira, Ricardo Porém e Manuel Porém, que no MMP Can-Am Rally Raid #40 ficaram no lugar mais baixo do pódio a cinco voltas dos vencedores.

Apesar dos problemas técnicos diversos no MMP Can-Am, o terceiro lugar foi seguro com uma volta de vantagem para os quartos classificados e celebrado em festa: “O terceiro lugar soube a vitória! Foi muito difícil, tivemos alguns problemas de transmissão durante a noite, faz parte, mas foi um excelente resultado, um grande trabalho de toda a equipa! Quando nos juntámos e decidimos fazer isto, tínhamos a certeza que só podia dar certo. Este quarteto fantástico, juntamente com toda a equipa, proporcionou o nosso melhor resultado em Fronteira. Vamos agora desfrutar!”, afirmou Ricardo Porém, em permanente registo de celebração. 

Quarto posto para a equipa composta por Amândio Alves, Rogério Reis, João Silva e Márcio Reis, no MMP Rally Raid #4, que terminaram na mesma volta. André Bastet, Richard Bastet, Mathieu Gauchard (Nissan Overdrive) foram quintos duas voltas mais atrás enquanto Laurent Poletti, Ronald Basso, Franck Cuisinier e Jeremy Lourenço ficaram classificados logo a seguir,  num MMP X4 Turbo #6, na mesma volta. 

A par da Nissan Overdrive que ficou em quinto, o Mini All4-Racing de Michele De Nora, Paolo Bacchella, Michele Cinotto e Pietro Cinotto foi o um T1 convencional. Os italianos foram sétimos, sendo que Michele De Nora já tinha sido terceiro uma vez.

Oitavo lugar para Patrick Prot, Romain Prot, Hervé Lhoste, num Nissan Oryx #31, com Víctor Conceição, Nuno Pires e  Filipe Carvalho (MMP Rally Raid #7) em nono. A fechar o top 10, Dominique Arcas, Emanuel Ramos, Jean Luc Dumas e Samuel Dumas (Fouquet Buggy). A luta pelo top 10 foi intensa até ao fim, com três carro na mesma volta e outro uma volta mais atrás. 

12º da geral, Ulisses Mota, Eduardo Mota, Nélson Beiró e Jorge Caetano, numa Nissan Navara venceram a Promoção C.

A PRK Sport Rally Team, de Adam Bomba/Lukasz Zoll/Mikolaj/Otto Jacek Sobon/Pedro Dias Da Silva, chegou a liderar com o buggy BMW Propulsion, ao cabo de duas horas de corrida, mas caíram para quintos na terceira hora, sétimo depois e terminaram na 14ª posição, na frente de Ricardo Soares, Tiago Rodrigues, João Dias e Luís Maximino, segundos da PRomoção C, numa Nissan Navara D22 #42.

Luís Rodrigues, Ricardo Martins, Anthony Seu e William Campbell (MMP Can-Am) não apareceram no top 10 nas primeiras horas, mas com o passar do tempo foram recuperando posições, terminando na 16ª posição da geral.

Algo semelhante fizeram Marco Martins, José Martins, Vítor Silva e Marco Marques (Nissan Patrol K160), que fizeram uma corrida de trás para a frente, terminando no 17º lugar. 

César Sequeira, que foi acompanhado em Fronteira pelas filhas, Tânia e Filipa Sequeira (Nissan Navara) fizeram uma prova regular, andaram pelo top 20 nas primeiras horas e terminaram na 18ª posição. A equipa de Alexandre Franco, Diogo Vieira, Sofia Vieira, Bruno Oliveira e João Franco (Nissan D22) foi outro bom exemplo de como ‘enfrentar’ Fronteira. Com toda a calma, foram-se chegando mais à frente. Eram 46ª ao fim da sétima hora, na 20º já eram 21º classificados, terminaram na 19ª posição. 

Logo a seguir, em 20º terminaram Paulo Rui Ferreira, Jorge Monteiro, David Monteiro e Douglas Silva, numa Nissan Navara #11, depois duma prova também de recuperação pois andaram pelo top 30 nas primeiras horas, eram 34º na sétima hora, mas na 13ª já eram 28º, 25º na 20ª, terminando no top 20. 

O Umm Alter Turbo de Manuel Azevedo, Fernando Azevedo, Mário Alves e Luís Alemão foi 21º

Uma equipa azarada foi a família Reis, onde milita o Campeão de Portugal de Todo o Terreno, Tiago Reis, que esteve acompanhado por Avelino Reis, Edgar Reis e Daniel Silva no Mitsubshi Pajero. Chegaram a rodar no segundo lugar, na terceira hora, mas terminaram no 25º lugar depois de um capotamento sem consequências físicas.

Outra equipa que tem dado cartas em Fronteira, a Tempo 24h com o Mitsubishi Pajero dos letões Igors Skoks e Rudolf Skoks e realizar uma prova pobre. Começaram em 16º, recuperaram até ao oitavo lugar, mas depois tiveram problemas e terminaram no 58º lugar. 

Também Rui Marques/Tiago Alexandre/João Oliveira e António Mendes, (Nissan Navara D21), chegaram a ser oitavos, mas terminaram a prova na 63ª posição.

No seu Nissan Patrol, o jornalista do Expresso, Rui Cardoso, em Fronteira acompanhado por Armando Coelho, João Diogo Santos, foi 46ª e continua a manter-se fiel à prova: nunca ‘perdeu’ nenhuma, e continua por isso a ser o único totalista.  

Vitória lusa no T2

Na categoria T2, a vitória sorriu à PRK Sport Rally Team. José Rogeira, Marco Sousa, Luís Correia e Flávio Jerónimo levaram a Nissan Navara a cumprir um total de 79 voltas. “São 24 horas! Só se consegue terminar fruto do trabalho dos pilotos, dos mecânicos, do staff e… de tudo o que possa acontecer! Tivemos muitas adversidades, mas que foram transformadas em oportunidades. Foi maravilhoso e no próximo ano será melhor com certeza, numa outra posição e… numa outra classe (risos). Somos merecedores e competentes para tentar uma nova categoria! ”, afirmou José Rogeira.  

Fronteira consagrou ainda outros vencedores nas categorias de promoção. Na categoria C venceu a equipa de Ulisses Mota (Nissan Navara); na categoria A o triunfo foi para a equipa de Manuel Azevedo (UMM Alter Turbo); e na categoria B venceu a equipa PRK Sport Rally Team (Peugeot 504 Pickup). 

Carla Gameiro, Cristela Marto, Sílvia Reis e Chantel Neves formaram a equipa que arrecadou o troféu feminino.

O exemplo dado pelos companheiros, também participantes em Fronteira, motivou-as para a aventura num Suzuki Jimny, que este ano se estreou num honroso 40º lugar da geral e segundo lugar da categoria A.  

A prova de Fronteira acolheu, pela primeira vez, uma equipa inclusiva, que incluiu o ciclista paralímpico Telmo Pinão, bem como André Venda, navegadores e ambos deficientes motores. O exemplo de superação marcou a corrida, terminada apesar de problemas de eletrónica no Buggy Astra GTC. “Era um grande desafio, mas foi concluído! Não tinha noção das dificuldades que ia enfrentar, só tinha estado cá enquanto espetador, mas foi de facto fascinante. Obrigado por tudo, vamos seguramente voltar”, disse Telmo Pinão, logo secundado por André Venda: “Foi o sair da minha zona de conforto, uma grande experiência que, quem sabe, posso vir a repetir nos próximos anos. Muito obrigado a toda a gente que esteve envolvida e que nos apoiou”. 

E foi desta forma que caiu o pano em mais uma edição das 24 Horas TT Vila de Fronteira, evento em que marcaram presença mais de duas centenas e meia de pilotos, de nove nacionalidades, numa corrida em que se assistiu a lutas entre diferentes conceitos técnicos. De um lado, os protótipos especificamente desenvolvidos para provas de resistência de todo-o-terreno. Do outro, os espetaculares e competitivos SSV. Veículos que originalmente começaram por ser desenvolvidos como utilitários ou de recreação, mas que cada vez são mais vistos em provas TT, devido à extraordinária relação competitividade-preço. 

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