O Dakar 2014, que arranca em cerca de uma semana, irá atravessar pela primeira vez a Bolívia, ainda que apenas em motos e numa etapa (Salta-Unyuni, a sétima). Contudo, populações indígenas daquele país ameaçam bloquear a prova, reclamando que poderá causar danos ambientais à região. Para passar na Bolívia, a organização do Dakar deverá solicitar uma autorização da Tierra Comunitaria de Origen, órgão que junta todos os territórios indígenas do país.
Citado pela imprensa sul-americana, o dirigente indígena boliviano Rafael Quispe lembra que “onde vão passar estão ovos de avestruz, plantações de quinua e as vicunhas (n.d.r.: animais da ‘família’ dos camelos). Quando o Dakar passar, será como uma invasão. Deve haver uma consulta prévia, livre e informada, e um estudo sobre o impacto ambiental”. Como se não bastassem as questões ambientais, os índios ameaçam ainda barrar a 7ª etapa do Dakar 2014 em motos como protesto a um cerco policial à sede de uma organização dos povos e nacionalidades indígenas bolivianas que já dura há quase 20 dias. Para Quispe, “em relação ao Dakar, sugiro que coloquem arame farpado para parar tudo”.












