Depois duma estreia com a Honda no Dakar que não correu a contento, uma moto completamente nova revigorou por completo as esperanças num bom resultado e Hélder Rodrigues traça como objetivo a vitória
Hélder Rodrigues arranca para este Dakar com uma moto completamente nova, amplamente testada, o que proporciona outros níveis de confiança aos pilotos da equipa. Para Hélder Rodrigues, esta sua oitava presença no Dakar surge após vários anos em crescendo, melhorando a classificação final anos após ano, algo que foi interrompido o ano passado, na estreia da Honda devido a problemas de juventude da CRF 450 Rally: “O objetivo é sempre melhorar e o ano passado, apesar dos contratempos, já foi muito bom chegarmos ao fim da prova. Este ano quero voltar a lutar pela vitória e para isso há que estar sempre na frente, pelo que a nossa ideia é atacar logo de início, embora sem entrar em loucuras”.
Segundo Henk Hellegers, Team Manager da equipa “Temos três pilotos fortes, e com os cinco que temos podemos ganhar controlo em algumas situações mais facilmente. A primeira aposta é no Hélder Rodrigues”, referiu. Embora não o assuma, Hélder Rodrigues é o piloto Nº 1 da equipa: “Não me considero o nº 1 mas sim o que mais trabalhou, porque fui o único que contribuiu para a construção da moto. Temos pilotos top, o Joan Barreda, eu, e com o ano excelente que realizou, também o Paulo Gonçalves. Depois temos os outros dois para nos ajudar, como o Sam Sunderland e o meu mochileiro Javier Pizzolito.” Isto no que se refere à Honda, já que para o piloto de Almargem do Bispo:
“Há cerca de 15 pilotos que podem pensar em estar no top 5, embora a luta pela vitória se cinja a um menor número. Em primeiro lugar destaco o Marc Coma e o Cyril Després, apesar de ter mudado de equipa. Depois há o Paulo Gonçalves, que foi este ano Campeão do Mundo de TT, o Rúben Faria, o Joan Barreda, o Sam Sunderland. Depois destes, sou capaz de falar em mais dez.”
Por aqui se percebe que a prova está este ano ainda mais equilibrada e para que tudo corra a contento da Honda HRC é preciso que a moto deste ano seja a antítese da utilizada na prova do início deste ano: “Passei muito tempo no Japão a moldar a moto, que é completamente nova. As únicas coisas que ficaram da moto anterior foram as rodas e o guiador”, gracejou Hélder Rodrigues. Mais a sério, revelou que “pormenores como as dimensões do chassis o posicionamento do motor, o molde do depósito, foi tudo eu que sugeri. No ano passado foi um pouco mais difícil, pois cheguei e disse o que queria mudar, mas eles tiveram alguma dificuldade. Agora já acreditam mais no meu trabalho, e por isso foi tudo muito fácil” disse Hélder Rodrigues que está com os níveis de confiança em alta: “Estou muito confiante no meu trabalho. Trabalhei o mais arduamente possível num ano que foi duro, pois fizemos novamente a moto do zero. Mas estou convicto que temos agora uma equipa bastante mais competitiva que na prova do início deste ano. Nos Ralis de Marrocos e Merzouga senti a moto muito competitiva, e também mais rápida. Foi feita muito rapidamente mas também muito profissionalmente e por isso agora resta aguardar. Estou calmo, e confiante” certificou o piloto da Honda que não ficou totalmente agradado com a alteração do percurso: “Penso que seria melhor para mima que o Perú se tivesse mantido no percurso, pois costumo estar bem nas etapas com muita areia. Sabemos que na Bolívia vai ser algo diferente, mas vamos ver como será”, referiu o piloto que fez um paralelo entre o tempo em que era piloto privado e agora: “O meu trabalho pós-Dakar é praticamente o mesmo estando numa equipa oficial ou numa privada, mas a diferença é que agora tenho por trás uma estrutura muito grande, com muitos mecânicos e muitas pessoas envolvidas”.












