Acompanhados por cinco técnicos da X-Raid – três deles portugueses, incluindo o actual director técnico da equipa, Pedro Clemente -, os dois pilotos aproveitaram o dia para se ambientarem ao novo carro e também à estrutura alemã que será responsável pela assistência técnica aos dois carros, até aqui conduzidos por Nasser Al-Attyah e Guerlain Chichérit.
Num dia que começou chuvoso, o sol espreitou logo que os dois carros se fizeram à pista pela primeira vez, permitindo as primeiras conclusões por parte de Filipe Campos, o piloto que não enjeita a possibilidade de vencer logo na prova de estreia com o X3: “É simplesmente fabuloso. Do motor à suspensão, passando ainda pelos travões, é tudo muito bom. Embora sem nunca exagerar, procurei habituar-me o mais rápido possível ao carro, tentando rolar o maior número possível de quilómetros, mesmo sabendo que ainda estou longe de conseguir tirar partido de todo o seu imenso potencial”, analisou o piloto do Porto, que, de resto, confirmou a sua “maior aptidão para conduzir motores a gasóleo”, ou não fosse dele a assinatura da primeira vitória de um diesel em Portugal (na Baja Terras d’el Rei de 1998) e também o primeiro título absoluto (igualmente em 1998). Relativamente à prova do próximo fim-de-semana, Campos rejeita qualquer tipo de pressão, mas não deixa de garantir que vai ao Algarve com um único objectivo em mente: “Com este carro, sinto que tenho obrigação de ganhar e é com esse firme propósito que vou estar à partida na sexta-feira”.
Mais comedido nas suas ambições, Moniz da Maia entende que esta primeira prova ao volante do BMW será essencial “para perceber onde me posso situar em termos de geral, embora seja para já difícil apontar um lugar em concreto. Acredito que vai depender muito de como me sentir nos primeiros quilómetros, até porque este é um carro que requer alguma habituação, pois tudo se passa agora muito rápido que na minha antiga Pick Up, sendo impressionante, sobretudo, o trabalho da suspensão deste carro”, concluiu, por seu lado, o piloto-empresário de Lisboa.
Jorge Rodrigues











