Depois de um pódio em 2022, a que se seguiu uma edição muito azarada em 2023, Yazeed Al Rajhi assume que o objetivo só pode ser a vitória. Depois de ter acumulado experiência e melhorado a consistência, a chave para o sucesso no Dakar está na consistência, mas a um nível mais alto.
A última participação do piloto saudita no Dakar não correu bem, esteve nos três primeiros lugares até ao sexto dia, mas tudo se desmoronou a caminho da sua cidade natal, Riade, quando problemas mecânicos comprometeram as suas hipóteses de sucesso em casa.
Depois do terceiro lugar de 2022, atrás da ‘feroz’ dupla Al Attiyah-Loeb, o saudita parece ter dado a volta por cima, mas a sua tarefa continua a ser muito difícil, porque tem um conjunto de grandes pilotos na fila para mais um triunfo. Ou o primeiro.
Depois de se ter estreado no rali em 2015, causou imediatamente sensação, conquistando a sua primeira vitória numa etapa no oitavo dia, já ao volante de uma Toyota Hilux, antes de abandonar o rali quando ocupava o terceiro lugar. Seguiu-se uma passagem sem sucesso pela X-Raid num Mini, antes de regressar à Overdrive a caminho do seu precioso pódio.
Agora, o piloto de 42 anos estará de novo entre os favoritos, depois de uma época completa em que terminou em segundo lugar no W2RC, com vitórias em Abu Dhabi e Marrocos.
À sua direita, no cockpit da Hilux, Al Rajhi mudou mais uma vez de parceiro de copiloto: está de volta com o homem que o guiou na sua estreia, Timo Gottschalk, vencedor do rali em 2011 com Nasser Al Attiyah e terceiro em 2023 com o brasileiro Lucas Moraes: “Quando era criança, sempre me interessei por todos os diferentes desportos motorizados. O Dakar sempre foi algo especial para mim, com o seu sentido de aventura. Sonhava em fazer parte dele um dia. O Dakar é um rali exigente com uma história incrível. Competir neste rali significa lutar contra os melhores, contra os elementos e contra nós próprios.”
“Estou pronto para o Dakar de 2024. Pode haver muitas surpresas: novas etapas e desafios, como será o caso da etapa cronometrada de 48 horas no Empty Quarter. Estamos ansiosos por isso e prontos para lutar.
Fiquei bastante satisfeito com o meu último Dakar. Não tivemos sorte, mas fiquei contente na mesma. Tivemos um bom ritmo, mas tecnicamente não tivemos sorte. Ganhar é a única opção, não só para mim, mas também para muitos pilotos. Estou a ganhar cada vez mais experiência. O sucesso constrói-se com cada quilómetro percorrido. Não se pode ganhar num dia. É preciso muito tempo. Claro que adoro o Dakar. Se não gostasse, não partiria durante 14 dias para o deserto, longe de casa.”












