Paulo Fiúza teve este ano um Dakar bem diferente do ano passado. Como todos se recordam, o navegador de Mafra fez o ano passado história para Portugal, com o terceiro lugar ao lado de Stéphane Peterhansel, para além de vencer quatro etapas, o que o tornou no navegador português com mais etapas ganhas no Dakar, sete. Este ano, substituiu o navegador de Vaidotas Zala, quase à última da hora, mas apesar de terem condições para melhor o 12º lugar que o lituano fez em 2019, as coisas não correram bem este ano, pois o Mini John Cooper Works Rally da X-Raid, não colaborou. Zala e Fiúza tiveram problemas mecânicos na segunda-feira, ficaram sem embraiagem e com a pressão do óleo do motor a dar dores de cabeça. Foram rebocados para o bivouac por Beneditkas Vanagas e Filipe Palmeiro, e durante a noite a equipa X-Raid detetou a origem do problema: a caixa de velocidades. Depois de passarem a noite inteira a trabalhar no carro, a dupla luso-lituana parecia confiante em poder iniciar a terceira etapa, mas novos problemas com o motor acabou com as esperanças: Segundo Paulo Fiúza: “No primeiro quilómetro da especial começámos a ouvir um barulho estranho no motor, e achámos melhor parar o carro e voltar para trás”, mas no bivouac confirmaram-se os piores receios e o abandono é mesmo inevitável. Mas no meio do infortúnio, há boas notícias, e Vaidotas Zala já revelou que a equipa vai marcar presença em Portugal na prova de abertura da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno, que se realiza em abril: “Neste momento, temos que olhar em frente e no mínimo traçar um plano e por isso já decidimos disputar a prova da Taça do Mundo FIA que se realiza em Portugal de 8 a 13 de abril. De resto, acredito que estaremos de volta ao Dakar, novamente…”, disse o piloto.












