Jourdan Serderidis e Grégoire Munster enfrentam o desafio do primeiro Dakar juntos e para quem está habituado a notas ao ‘milímetro’, as coisas no Dakar serão exatamente o oposto: a navegação será um mundo totalmente novo para a dupla, com a pressão toda novo navegador ‘rookie’, Gregoire Munster.
O belgo-grego Jourdan Serderidis e Grégoire Munster preparam-se para disputar o seu primeiro Rali Dakar ao volante de um Ford Raptor T1+ da M-Sport, Serderidis, de 62 anos, é um nome bem conhecido do WRC, onde tem alinhado em provas selecionadas com o seu Ford Puma Rally1 privado. Em 2025 participou em várias competições de todo-o-terreno, incluindo o Rallye du Maroc e a Baja Aragón, terminando em 13º lugar na etapa portuguesa do Mundial de Rally-Raid.
Para o Dakar, o empresário confessou à imprensa belga que a principal incógnita será “o navegador”. Após a desistência do seu copiloto habitual Fred Miclotte, Serderidis convidou Munster para o acompanhar, depois da boa experiência conjunta no Safari Classic Rally, no Quénia.
“Poderia ter contratado um navegador experiente, mas preferi o Greg, com quem tudo correu muito bem no East African Rally. Claro que ele ainda está a aprender a navegação e vamos perder-nos algumas vezes, mas vou essencialmente para me divertir”, afirmou o piloto à revista Autotrends.
Preparação intensa antes do grande teste
Para o jovem luxemburguês Grégoire Munster, este será um desafio inédito. Depois de competir duas temporadas completas no WRC com a M-Sport, trocou o papel de piloto pelo de copiloto. Para se preparar, realizou um curso intensivo com Alex Haro, navegador de Nani Roma, aprendendo os fundamentos da navegação em rali-raid.
O duo utilizou o East African Safari Rally Classic como preparação física e técnica, percorrendo mais de 3.200 quilómetros ao volante de um Porsche. “Foi um bom treino de resistência, mas o Dakar é outro mundo”, admitiu Serderidis. “O Raptor é sólido e capaz de absorver os choques, enquanto no Safari precisávamos de poupar a mecânica.”
“Quero terminar, esse é o objetivo”
Serderidis assume uma postura pragmática para a sua estreia. “No Dakar há milhares de formas de não chegar ao fim. Vamos tentar conduzir com cabeça, gerir as penalizações e evitar erros. Se tudo correr bem, um Top 20 é possível”, afirmou.
O piloto, que considera o espanhol Nani Roma um dos seus mentores, revelou ainda que o aconselhou sobre dieta e técnicas de condução nas dunas. “Estou bem fisicamente e não tenho receio. O mais difícil será mesmo a navegação”, admitiu.
Depois do Dakar, regresso aos ralis europeus
Terminada a aventura saudita, Serderidis planeia regressar a um programa reduzido de ralis europeus. Em 2026 pretende disputar o Campeonato da Grécia com o seu Škoda Fabia Rally2, incluindo o Rali da Acrópole no WRC.










