São os pioneiros que aceleram o mundo. Que nos mostram que é possível chegar mais longe ou, simplesmente, que é possível fazer algo que outros consideraram impensável. A coragem de ir mais além, contra todas as expetativas. Teresa Cupertino de Miranda gravou o seu nome na história do automobilismo.
Foi uma das pioneiras portuguesas no desporto automóvel, destacando-se como a primeira mulher portuguesa a participar no Rali Dakar, em 1992. Na edição desse ano, competiu aos comandos de um Nissan Patrol, tendo como companheiros Berta Assunção e Manuel Caetano, e terminou a prova na 110ª posição.
Primeira mulher portuguesa a participar no Rally Paris-Dakar em 1992… Só esse feito ficou cravado para sempre nos livros de história. Contudo, teve oportunidade de conduzir fora de estrada em expedições e provas desportivas pela Europa, Ásia, África, América do Sul. Sempre foi uma apaixonada pela velocidade e pelas expedições todo terreno. Acompanhou José Megre em muitas das suas aventuras nacionais e além-fronteiras.
Foi graças à sua visão, coragem e paixão que outras pilotos surgiram na cena do TT com nomes como Joana Lemos e Céu Pires de Lima (ambas em 1997), Elisabete Jacinto (1998) e Maria Luís Gameiro (2025) a mostrarem a garra das mulheres portuguesas.
“Sempre tive o gosto pelas viagens. Mas foi o Zé que me ensinou a ver o mundo. Terão sido mais de 70 os países que visitei com ele. Com graça, dizia que eu tinha a força e genica de um cherpa nepalês.”
Teresa Cupertino de Miranda
Deixa-nos uma mulher, mãe, companheira e também uma grande impulsionadora do todo terreno em Portugal. Que descanse em paz. Sentimentos à família.
Foto: Retirada do grupo de Facebook “TODO-O-TERRENO EM PORTUGAL“











