Década e meia depois da sua única vitória no Dakar, Giniel de Villiers continua por aí! É um dos super-veteranos do Dakar, tal como Nani Roma (começou em 1996), Nasser al Attiyah (2004), Christian Lavieille (2003), Carlos Sainz (2006), só para referir os pilotos de topo. O piloto sul-africano é um veterano do Dakar, tendo participado pela primeira vez em 2003.
Venceu o Rali Dakar em 2009, pilotando um Volkswagen Touareg, terminou no Top 5 em 14 edições e alcançou o pódio sete vezes. É conhecido pela sua enorme regularidade e depois de ter começado com a Nissan (2003-2005), Volkswagen (2006-2011) atualmente pilota pela Toyota Gazoo Racing.
Não só ganhou o Dakar, como Giniel De Villiers detém também o recorde de ‘finais’ consecutivas (à frente de Yoshimasa Sugawara na categoria camião, 1989-2009), 21 participações sucessivas sem uma única desistência.
Aos 52 anos, o homem que ajudou a Volkswagen a vencer o seu primeiro Dakar em 2009 continua a ser um piloto de consistência metronómica: apenas uma vez terminou fora do Top 10 (em 2007), 15 vezes no Top 5 e oito vezes no pódio.
Depois de se ter estreado no Dakar em 2003, terminando em quinto lugar com um Nissan, o nativo de Barrydale não foi tão vistoso na sua última participação na Arábia Saudita, relegado para o sétimo lugar depois de ter ajudado o companheiro de equipa Lucas Moreas, que estava na luta pelo pódio.
Ainda bem estabelecido na equipa de fábrica Toyota Gazoo Racing, que conta com a sua experiência e consistência, De Villiers volta a reunir-se com o seu antigo copiloto Dirk Von Zitzewitz, com quem triunfou em 2009: “Cresci numa quinta e corria com tudo o que encontrava. Tudo começou quando eu tinha 4 anos, com um kart a pedais. O meu pai adorava o automobilismo e transmitiu-me o vírus. Depois, comecei nas pistas, especialmente em carros de turismo, antes de passar para o todo-o-terreno.
O Dakar do ano passado foi complicado e o resultado podia ter sido melhor. Podia ter ficado no Top 5, mas, no final, tentámos ajudar o Lucas (Moraes) a subir ao pódio e perdemos mais de uma hora. Não foi o melhor resultado.
De qualquer forma, estamos a olhar para o futuro. Estou muito entusiasmado por estar de volta e feliz por reencontrar o Dirk (Von Zitzewitz). É um grande reencontro com o copiloto com quem ganhei o rali. Podemos fazer um bom trabalho e tentar obter o mesmo resultado final. Temos um bom carro. Fiz muitos testes com a Hilux e participei no campeonato sul-africano. Espero que sejamos melhores, mas não há dúvida de que a concorrência será sólida com o novo Dacia e o Ford”, disse.










