Dakar, Carlos Sainz: “a Audi só pode pensar em lutar pela vitória”
Depois de três vitórias no Dakar, o segundo ano de Carlos Sainz com a Audi no Dakar fica marcado pelo mais que provável regresso às lutas pelo triunfo. Com duas vitórias e três pódios nos últimos cinco Dakar, o espanhol quer neste segundo ano com a Audi fazer render o trabalho feito durante o ano de 2022 com o novo carro.
Aos sessenta anos de idade, não perdeu nada do seu espírito competitivo, mas o bicampeão mundial de ralis (1990 e 1992) depois de marcar uma era na disciplina, ainda pode vencer.
O madrileno tem como objectivo o seu quarto triunfo Dakar (2010, 2018 e 2020) e quer fazê-lo com estilo, tal como Peterhansel, tornando-se o primeiro piloto a fazê-lo com um veículo movido por motores eléctricos e um extensor de alcance. Na segunda aparição da Audi Sport no Dakar com o seu inovador e agora renovado RS Q e-tron E2, o construtor alemão e o piloto espanhol só se contentarão com a vitória embora admitam que vão lutar pelo pódio.
Sainz começou no squash, onde foi campeão nacional aos 16 anos de idade. A sua obsessão pelo detalhe e perfeição são duas qualidades que sempre o definiram desde que começou a correr com um carro de rali no início dos anos 80. A sua atenção aos detalhes fez dele um herói para uma geração de fãs com os seus dois títulos do WRC e 26 vitórias em provas.
De tal forma que foi considerado, numa votação no site oficial do Campeonato Mundial de Ralis em 2020, o melhor de todos os tempos, antes mesmo do nove vezes Campeão Mundial de Ralis Sébastien Loeb.
As aventuras de Sainz no Dakar começaram em 2006 quando competiu pela Volkswagen nas duas últimas edições do Dakar africano. Contudo, foi só em 2010, já na América do Sul, que ele e Lucas Cruz, o seu inseparável navegador, levantaram pela primeira vez o famoso troféu Touareg.
Repetiram a façanha com Peugeot em 2018 e novamente com MINI X-Raid em 2020.
Em 2022, Sainz voltou a combinar a sua presença no Extreme E (o primeiro campeonato elétrico 4×4), no qual lutou pelo título, com o desenvolvimento da versão dois do Audi Sport 4×4 para o Dakar. A sua vitória na categoria Open no Rally de Marrocos (porque o veículo alemão já passou na homologação para o regulamento técnico do Campeonato Mundial de Rally 2023) dá a todos os elementos da equipa motivos para estarem otimistas.
Mas Sainz sublinha que os 100 kg extra de peso mínimo que terão em comparação com os seus rivais – Bahrain Raid Xtreme, Toyota e MINI – o preocupa.
Mesmo assim, El Matador procurará a sua quarta vitória com um quarto construtor diferente ao lado de Lucas Cruz na sua nona participação como equipa. A idade não é uma preocupação para Carlos Sainz, e ele quer continuar a valorizar a sua lenda: “Logicamente, estamos a aproximar-nos deste Dakar com um pouco mais de ambição do que em janeiro de 2022. O ano passado, o projeto foi um pouco curto, apesar do grande trabalho realizado com toda a tecnologia complexa do nosso veículo. Este ano, conseguimos fazer quilómetros no próprio Dakar e no Rally de Marrocos em outubro, pelo que estamos mais bem preparados. O objetivo tem de ser a luta pela vitória. Somos três pilotos que serão capazes de pressionar os nossos concorrentes, e a Audi só pode pensar em lutar pela vitória”.
“Gostaria de estar no topo do pódio no dia 15 de janeiro, mas tenho a certeza que se um dos meus colegas de equipa o fizer, todos nós ficaremos encantados.
Fizemos todo o trabalho que precisávamos de fazer. Mas, obviamente, ainda somos 100 kg mais pesados do que a competição, e isso demonstra-o.
No entanto, a nossa preparação tem sido muito melhor do que há 12 meses.
Temos uma preparação mais refinada, e esperamos ser suficientemente sólidos e fiáveis para não termos quaisquer problemas mecânicos, o que é essencial na luta pelo Touareg”, disse Sainz
Palmarés
2022: Autos/12º (2 vitórias em etapas)
2021: Autos/ 3º (3 vitórias em etapas)
2020: Autos/ 1º (4 vitórias em etapas)
2019: Autos/ 13º (1 vitória em etapas)
2018: Autos/ 1º (2 vitórias em etapas)
2017: Autos/ Abandono na 4ª etapa
2016: Autos/ Abandono na 10º etapa (2 vitórias em etapas)
2015: Autos/ Abandono na 5ª etapa
2014: Autos/ Abandono na 10ª etapa (2 vitórias em etapas)
2013: Autos/ Abandono na etapa 6 (1 vitória em etapas)
2011: Autos/ 3º (7 vitórias em etapas)
2010: Autos/ 1º (2 vitórias em etapas)
2009: Autos/Abandono na 12ª etapa (6 vitórias em etapas)
2007: Autos/ 9º (5 vitórias em etapas)
2006: Autos/ 11º (4 vitórias em etapas)
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