O BdP é uma novidade no Dakar e está a dar que falar. Com o aparecimento do Audi elétrico (com motor de combustão a alimentar as baterias), que se bate com os carros de motor de combustão ‘normais’, passámos a ter conceitos distintos a lutar pelos mesmos objetivos, mas como em qualquer corrida a FIA quer que os veículos que competem sejam o mais equilibrados possível. Mas isso é muito difícil de conseguir. Se o é nas pistas, imagine-se no Dakar…
A chave para perceber qual poderá ser a correlação de forças pode estar na areia. Especialmente nas dunas muito altas. Ao que parece, este ano vai haver muitas, ao contrário do que sucedeu o ano passado. Há um detalhe que parece jogar claramente a favor dos Audi, que é o facto do binário do seu carro elétrico ser uma boa vantagem na areia, mas se isso será suficiente ou não é algo que ainda se vai ter que perceber.
Como se sabe a FIA estabeleceu para o W2RC, ou Mundial de TT se preferir, deste ano, um novo regulamento técnico em que reduziu a potência dos T1+, Toyota, Bahrain Raid Xtreme, Mini, Ford, e do Audi T1-U, enquanto aumentou o peso do carro alemão em 100 Kg. Nas mudanças feitas, a potência dos T1+ e T1-U foi reduzida em 30 cv e os binários ajustados para refletir esta mudança, proporcionalmente. A velocidade limite continua nos 170 km/h.
Contudo, não houve em 2022 competição representativa suficiente envolvendo todos os principais protagonistas para assegurar uma igualdade o mais absoluta possível, pelo que vai ter que se esperar algumas etapas no Dakar para saber se a FIA poderá ter de intervir…
A questão passa por saber se os Audi, Toyota, Prodrive e Mini estão, mais ou menos ao mesmo nível, e claro, há quem esteja contra as mexidas durante o Dakar. No meio disto tudo, quando se ouve os pilotos uns dizem que têm 100 Kg a mais outros queixam-se da perda de potência. Por isso vamos esperar pela primeira semana do Dakar para saber “onde param as modas…”












