Nesta primeira semana deu para tudo para a Peugeot, só faltou mesmo Cyril Despres ter vencido uma etapa. Sébastien Loeb fez a sua estreia e ao melhor nível, com um vitória na 2ª etapa – primeira disputada, dado a primeira ter sido anulada devido ao mau tempo -, repetindo o feito em mais duas ocasiões, Stéphane Peterhansel também venceu, e Carlos Sainz e Cyril Despres chegaram a ver-se a braços com alguns contratempos nos seus carros, como foi o caso do Prólogo, quando o espanhol viu o capot do seu 2008 DKR 16 levantar-se e ir embater no para-brisas do carro francês.
Mas a esta altura, até isso parece ter acontecido… ‘noutro’ Dakar. Carlos Sainz ainda não tinha feito o gosto ao pé, de vencer etapas, por culpa do bom trabalho dos seus companheiros de equipa, mas conseguiu-o ontem, à porta do dia de descanso. A Peugeot voltou a vencer e a colocar, pela sexta vez, dois 2008 DKR 16 nas duas primeiras posições em etapas. Por duas vezes, já colocou três carros nas posições cimeiras. Com seis etapas e igual número de vitórias, a Peugeot ‘vestiu’ o papel que nas últimas quatro edições foi assumido pela MINI… e elevou a fasquia.
Até aqui, o mais perto que outro concorrente teve de vencer uma etapa foi Nasser Al-Attiyah, quando na 3ª etapa fez o terceiro melhor tempo, a 1m25s de Sébastien Loeb. Este foi o perigo maior, mas é curioso perceber-se que os demais concorrentes tentam fazer o que podem e, por vezes, até o que não podem, mas a diferença para a Peugeot acaba sempre por ‘aparecer’ na tabela de tempos. Era sabido que a marca francesa tinha reunido um ‘dream team’, mas o que não era sabido até ao Dakar começar, é que a isso juntou um ‘dream car’. As reestruturações levadas a cabo no 2008 DKR, renomeado de 2008 DKR 16, cumpriram a 100% o desígnio da marca do leão e prova disso é que, fora o Prólogo, a Peugeot venceu seis etapas, podendo gozar hoje do mais que merecido dia de descanso.
A segunda semana de Dakar está à porta e é um facto que numa prova com tais características a passagem do céu para o inferno pode ser célere, mas os Peugeot deixam antever ter mais ‘garras’ para mostrar, assim como os seus pilotos. Apenas Cyril Despres tem estado aquém da performance dos seus companheiros de equipa. No entanto, três quartos da equipa já venceu etapas e tem todas as condições para o continuar a fazer. Chegados ao dia de descanso, Sébastien Loeb está de novo na frente, com Stéphane Peterhansel e Carlos Sainz no segundo e terceiro lugares, a 2m22s e 4m50s, respetivamente. Nasser Al-Attiyah surge no quarto posto a uma considerável diferença de 17m36s. Depois disso, na quinto posição, Mikko Hirvonen já cede 32m53s. Se olharmos a tabela de tempos, verifica-se que as diferenças entre os MINI e Toyota estão conforme os anos anteriores. Mais minuto, menos minuto, assiste-se a um equilíbrio de forças entre as marcas. A destoar, só mesmo a Peugeot, que joga um campeonato só seu.
É verdade que esta primeira semana era tida como mais adequada às características dos Peugeot, mas estes passaram o teste com distinção. Amanhã os concorrentes têm o primeiro contacto com as dunas, com 393 km cronometrados entre Salta e Bélen. Será mais um teste à equipa francesa, mas também o será para os demais concorrentes. Depois de seis vitórias em seis etapas, estaremos a caminho de um regresso do ‘leão’ ao púlpito do Dakar?

































