Um dos aspetos interessantes deste Dakar é a forma como a FIA regulamentou o equilíbrio de performance entre os novos T1+ e o T1U, onde se insere o protótipo da Audi.
Como se sabe, só agora, com o nascimento do novo Mundial de Todo-o-Terreno, o Dakar se normalizou perante a FIA, tendo a federação imposto os mesmo regulamentos para toda a competição, como seria de esperar.
E nesse contexto, teve que equalizar os andamentos dos novos T1+ da Toyota, BRX e da Ford Ranger de Martin Prokop com os protótipos híbridos para já só da Audi (T1 Ultimate/T1U) e a forma como o faz é semelhante ao que sucede em pista, pelo que vai, no final de cada prova, analisar os dados e reajustar o Balanço de Performance (BoP) para a prova seguinte. Mas teve que o fazer pré-Dakar e aí a Audi sete que foi prejudicada.
Ouvidas as declarações dos homens da Audi, já se percebeu que queriam mais, porque o seu Audi pesa 2.200 Kg, bem mais do que os T1+, que pesam 2.000 Kg, o peso mínimo. A Audi não conseguiu lá chegar…
Por outro lado, os T1+ e os T1U não podem aumentar ou baixar a pressão dos pneus dentro dos carros, como sucede nos T1 normais, e para a Audi isso é um grande óbice, novamente por causa do peso.
Obviamente que a nova tecnologia tem coisas boas, como por exemplo o binário dos Audi RS Q q e-tron Dakar, que é bem melhor que os T1+, mas isso não chega, longe disso, para fazer a diferença.
Por outro lado, a Toyota Gazoo Racing está agradada com o que foi feito pela FIA, e isso está a provar-se nas pistas com a equipa a liderar facilmente a prova.
Seja como for, o que fez a diferença foram erros dos homens da Audi e não diferenças na prestação dos carros. Neste momento os Audi correm sem a pressão do resultado, e Carlos Sainz já ofereceu um triunfo à Audi em etapas. Vamos ver como evolui, mas não se pode dizer que os Audi não andam face aos T1+. Longe disso.












