Num cenário de pó, luta e superação, Daniel Silva e Gonçalo Magalhães cruzaram a meta da Baja de Lagos no segundo lugar da geral, consolidando um percurso marcado por uma evolução notável ao longo de toda a temporada do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT).
Depois de iniciarem o último Setor Seletivo do ano a apenas 17,9 segundos do líder Tiago Reis, a dupla do Taurus T3 Max enfrentou um segundo setor desafiante, não conseguindo aproximar-se do topo e entregando mais de um minuto adicional à concorrência. Ainda assim, seguraram a medalha de prata e mantiveram a posição à frente dos recém-consagrados campeões nacionais, Gonçalo Guerreiro e Pablo Moreno.
No parque fechado, Daniel Silva fez um balanço justo e revelador: “Acaba por ser o que nós queríamos. Claro que o primeiro era melhor, mas tenho apenas três anos no todo-o-terreno. Sinto que tenho evoluído cada vez mais e trabalhei imenso para obter bons resultados. Este segundo lugar, tanto à geral como no T3, é um grande impulso. Para o ano estaremos cá outra vez para ir à luta.”
A sua temporada é um verdadeiro manual de progressão: começou discreto nos Montes Alentejanos, 26º da geral e sétimo nos T3, repetindo tendência em Castelo Branco. Mas a história começou a virar na Baja Norte, onde alcançou o 5º T3 e 12º geral, e na Ferraria chegaram os primeiros pódios — segundo dos T3 e terceiro da geral.
Reguengos confirmou a escalada, com nova prata nos T3 e um quarto lugar absoluto.
Em Portalegre, elevou ainda mais a fasquia, vencendo na categoria T3 e subindo ao terceiro posto da geral.
Lagos fechou este ciclo de afirmação com mais dois segundos lugares, sinal de uma maturidade competitiva em pleno crescimento.
A atitude resiliente e a curva ascendente de resultados deixam antever um 2026 de ambição renovada. Daniel Silva e Gonçalo Magalhães provaram, quilómetro após quilómetro, que o trabalho consistente e a vontade de aprender trazem recompensas — e prometem estar na linha da frente para os próximos desafios do todo-o-terreno nacional.











