CPTT: Alexandre Ré vence Baja Loulé
Fez-se história e com alguma surpresa no Campeonato de Portugal de Todo o Terreno, com Alexandre Ré e Francisco Esperto (BRP Can Am Maverick X3), a vencerem a Baja Loulé, batendo toda a concorrência sem apelo nem agravo, fruto duma exibição perfeita, sabendo fugir dos problemas, algo que os cíclicos favoritos aos triunfos dos últimos anos não souberam, ou não conseguiram, fazer.
Pela primeira vez na história do CPTT, um SSV vence uma corrida à geral, o que diz muito do que são hoje em dia estas máquinas. Grande andamento, por uma fração do valor das máquinas T1.
Claro que para isto suceder, se juntaram vários ingredientes, pois os pequenos SSV só conseguem bater o pé aos melhores T1 em condições muitos especiais, e nesta prova isso foi verdade em partes do percurso, muito ‘trialeiro’ e estreito, mas a sua grande maioria tratavam-se de grandes partes dos conhecidos troços do WRC, quando o Rali de Portugal se realizou nestas estradas entre 2007 e 2014. Até a Ribeira do Vascão foi atravessada! Várias vezes nesta prova.
Alexandré Ré viu os principais favoritos terem problemas de toda a estirpe, mas o seu sétimo lugar do prólogo já deixava claro que poderia alcançar um bom resultado, algo que depressa confirmou quando chegou ao fim da SS1, 41.5s na frente do Mini do espanhol Luis Recuenco.
No segundo dia, o piloto do BRP Can Am Maverick X3, ainda dilatou muito o avanço que trazia vencendo a prova com 5m55.3s de avanço para Luis Recuenco.
Luis Recuenco, que embora seja um bom piloto, já não via para novo, e confessou ao Autosport que a sua principal dificuldade nesta prova foi a questão física, pois enquanto a Baja TT montes Alentejanos onde também terminou bem classificado era composta de estradões rápidos, esta prova do Clube Automóvel do Algarve tinha muitas partes estreitas, sinuosas, mais estilo trial e isso levou a ser necessária muita mão-de-obra por parte dos pilotos o que aliado ao calor que se fez sentir, a rondar os 30-32 graus, dificultou muitas as equipas e Recuenco destacou esse facto. Depois de terem terminado o primeiro dia a 41.5s de Ré, a ideia era atacar para ir tentar buscar a diferença, mas um furo ao Km 37 tirou isso da ideia de Recuenco, que depois disso limitou-se a rodar para assegurar a posição, o que conseguiu.
André Amaral e Nelson Ramos (Ford Ranger) sucedeu algo semelhante. Terminaram o primeiro dia a 5m22s da frente, no terceiro lugar, devido a um furo e a terem perdido algum tempo a ajudar João Ramos. Hoje, tiveram problemas na bomba de direção, logo ao Km 10 do Setor Seletivo,pelo que depois disso, o objetivo passou a ser levar o carro até ao fim na mesma posição, o que conseguiram, embora perdendo quase um quarto de hora para o vencedor.
César e Tânia Sequeira (Mini Cooper D Protótipo) foram um combativos quartos classificados. Depois de gastarem o jogo que quatro pneus novos que tinham no primeiro dia, fizeram o segundo com os mesmos pneus – não havia mais para venda – perdendo mais ou menos o mesmo tempo de ontem. Uma bela prova, premiada com um bom quarto lugar.
Tiago Reis e Valter Cardoso (Toyota Hilux Overdrive) terminaram a prova no quinto lugar, a 21:06.0s da frente, acabando por fazer uma boa operação para o campeonato, pois todos os principais candidatos, ou ficaram mais atrasados, ou abandonaram.
Terminaram o primeiro dia na sétima posição a 11m51.54s de Ré, fruto duma transmissão traseira que cedeu logo ao quilómetro 28, condicionando tudo o resto. No segundo dia, também não tiveram muita sorte, porque furaram duas vezes, ajudaram um piloto capotado na estrada, salvando o mais importante a liderança do campeonato.
Edgar Condenso e António Serrão (Ford MO EXR05 Proto) terminaram em sexto a 23:27.7, uma prova que não começou bem com o toque e um furo no prólogo. Saíram muito atrás, naturalmente, depois foram perdendo tempo a ter que ultrapassar concorrentes no pó, para de terem ficado sem direção assistida nos últimos 80 Km. No segundo dia, correu tudo bem, e o prémio foi um sexto lugar.
Francisco Barreto e Carlos Silva (Nissan Navara) terminaram em sétimo, uma boa prova do jovem piloto que se estreou nos T1 com um sétimo lugar. Com poucos testes de adaptação ao carro, o jovem da Prolama, ‘promete’ bastante, já que o resultado não lhe caiu do céu. Numa prova muito difícil, ainda mais para quem se estreava com um T1, terminou o primeiro dia em décimo, fez ainda melhor no segundo dia, e foi premiado com um sétimo lugar.
Filipe Carvalho e Maria Carvalho estão cada vez a andar melhor com o seu Bombardier X3 XRS, que desta feita levaram aos nono lugar da geral, depois do 13º em Beja. Sempre muito regulares, depois de um 15º lugar no primeiro dia, recuperaram até ao top 10 em mais uma boa prestação da dupla pai e filha.
A fechar o top 10 ficaram Ricardo Nascimento e Jorge Fernandes (BMW X5), que fizeram desta feita um resultado bem melhor que em Beja.
Numa categoria que começou por ser dominada por Michael Braun e Ivo Santos, no Porsche Cayene Proto, que lideravam no final do primeiro dia com mais de oito minutos de avanço, e lideraram até perto do fim, até que um problema mecânico deixou de fora os homens do Porsche, entregando o triunfo aos homens do BMW, que não se fizeram rogados, deixando José Mendes e Jorge Baptista (Mitsubishi L200) a um quarto de hora e João Paulo Oliveira/Pedro Cação (Toyota Rav 4) e Rui Marques/Vitor Mendes (Nissan Navara D21) bem mais longe.
Georgino Pedroso foi o vencedor do T2 e desta feita teve um navegador ainda mais de luxo: Rui Sousa. Na habitual Isuzu D-Max, venceram os dois Setores Seletivos, o primeiro com 16 minutos de avanço para Joel Marrazes e José Motaco (Nissan Navara) e o segundo com apenas 38.9s para os jovens João Franco e Pedro Inácio (Nissan Navara D22) que tiveram alguns contratempos no primeiro dia de prova. Pedroso terminou a prova com
23m27.8s de avanço para Joel Marrazes com João Franco em terceiro, mas muito atrasado.
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