Após ter realizado o segundo tempo no prólogo, a apenas 0,2s de Miguel Barbosa, Ricardo Porém confirmou a sua condição de candidato à vitória com um triunfo confortável no segundo sector selectivo do dia, que compreendeu 83,94 km cronometrados. Imprimir um ritmo mais forte nos últimos 20 km do percurso foi decisivo para este resultado, confirmou ao AutoSport:
“Foi um dia impecável. Divertimos-nos, andámos ‘rapidinho’ e estamos em primeiro. O prólogo correu bem. Aplicámos uma toada tranquila e apesar de não termos realizado o melhor tempo, ficámos a duas décimas. Na parte inicial do troço da tarde não atacámos nada, quisemos saber qual era o andamento dos rivais para então nos últimos 20 km puxarmos para ver qual era a distância que conseguíamos colocar sobre estes quando forçávamos o andamento. Recuperámos cerca de 40s em 20 km, portanto 2 segundos por km, o que é fantástico”.
Sobre as condições do terreno, o líder desta 30.ª edição da Baja Portalegre 500 comprovou que “o piso estava totalmente seco, com algumas poças, mas super tranquilo”. Já sobre o seu Mini All4 Racing preparado pela X-Raid, nada a apontar: “O carro está perfeito, muito bom, incrível, mesmo ao meu gosto. O objetivo para amanhã é ganhar”, concluiu.
Ao volante do seu Mitsubishi Racing Lancer, Miguel Barbosa é agora segundo classificado à geral, a 17,8s de Ricardo Porém, depois de ter sido o terceiro mais rápido no troço da tarde, referindo que foi forçado a abrandar já perto do final do troço: “Vi uma luz da temperatura do motor, tirei um bocadinho o pé e perdi algum tempo já na fase final do troço”, afirmou o campeão nacional de 2015.
Ao volante da espetacular Ford Ranger, o espanhol Xavier Pons, segundo mais rápido na SS2, chegou ao fim sem “nada a declarar, simplesmente estava muito calor e cheguei ao fim do troço muito desgastado”, contou.
No ‘outro’ campeonato, aquele que irá definir o campeão nacional de 2016, João Ramos continua à frente de Nuno Matos, apesar de os dois pilotos se terem queixado de dificuldades na passagem pela ribeira: “Na ribeira, já perto do fim do troço, deixei o carro escorregar. Fui para uma zona de lama e perdi alguns segundos. Tirando isso sem problemas nenhuns”, afirmou o piloto da Toyota Hilux. Já Nuno Matos voltou a sentir falta de potência no seu Opel Mokka Proto assim que cruzou ‘as águas’: “O carro voltou a falhar na ribeira, a exemplo do que aconteceu no Prólogo, mas pior do que isso houve um problema com o ‘sentinel’ e acabámos por ficar algum tempo atrás do Edgar Condenso, e com isso perdemos muito tempo”.
Alejandro Martins, quinto classificado da geral a separar os dois candidatos ao título, perdeu quase dois minutos no troço após um toque que o fez danificar “a frente direita” do seu carro.












