Não foi fácil colocar de pé ‘esta’ Baja Portalegre 500. Desta feita, nem sequer foi ‘fácil’ assegurar a realização da prova tantas e tão complexas têm sido as contingências para os organizadores. É assim desde que o desporto automóvel regresso no início de julho, e vai ser assim até que termine a pandemia. Carlos Barbosa, Presidente do ACP é de opinião que “as grandes vitórias desta Baja de Portalegre foram duas coisas, em primeiro lugar ter-se conseguido fazer a prova. Nós fizemos regras de segurança que começámos a preparar há seis meses, cerca de 3200 testes a todos os que estiveram nesta prova, ninguém entrou sem ter o teste à Covid-19 negativo, blindámos o que tínhamos de blindar relativamente ao público. Depois tivemos o problema da chuva. Eu nunca vi chover tanto na minha vida, fiz sete Bajas de Portalegre, nem no ano do ‘cemitério das motos’ vi tanta chuva como na sexta-feira, temos uma organização excecional liderada pelo Orlando Romana, e pelo Jaime Santos que fizeram um trabalho fabuloso, sem dormir, tivemos observadores nas ribeiras toda a noite para ver se podíamos passar, não conseguimos fazer mais do que 79 Km no sábado, mas foi uma grande vitória fazer a prova sem qualquer espécie de problema, estou muito contente faço um balanço positivo, acho que foi um grande sucesso, acho que a prova se realizou em segurança quer no que diz respeito à pandemia, quer aos pilotos e a todos os presentes, e portanto provámos que se podem fazer provas em Portugal se forem bem feitas, com pés e cabeça, e portanto estou muito contente”, disse Carlos Barbosa, que não esquece quem tanto lutou, juntamente com o ACP, para que a prova fosse em frente: “Não posso deixar de agradecer quer à Câmara de Portalegre, de Ponte Sôr, o trabalho extraordinário que fizeram junto das Direções Regionais de Saúde, locais, porque todos os nossos planos foram evoluindo, sempre com o acordo deles, a GNR, Proteção Civil, Bombeiros fizeram um trabalho excecional, só posso estar reconhecido a eles e portanto cumprimos tudo o que a ‘bíblia’ dizia. Portanto, cumprindo pode-se fazer provas e com segurança. Basta que os outros possam fazer o mesmo para podermos ter mais provas em Portugal, e continuar o desporto automóvel em Portugal a realizar-se.”










