A hipótese começou a ser discutida ainda no final do ano passado, por altura da Baja Portalegre 500, ganhando novo e decisivo impulso já durante o sul-americano Dakar, após nova e prolongada conversa (telefónica) com Dominique Serieys, o director desportivo da equipa Mitsubishi. “Ainda não está ‘preto no branco’ e nem sequer tenho tudo fechado com os meus patrocinadores, mas nesta altura as probabilidades disso acontecer são grandes”, confirmou o piloto ao AutoSport. “A primeira abordagem aconteceu ainda em Portalegre, quando quis saber valores para correr com o Pajero Evolution a gasolina. Para surpresa minha, a equipa logo redirecionou a conversa para o Racing Lancer, dizendo-me que a opção mais lógica era guir um carro actual. A partir daí, fomos mantendo contacto, mas só durante este Dakar é que existiram novos desenvolvimentos”, pormenorizou em seguida.
O desfecho das negociações está, por isso, para breve, faltando agora acertar alguns pormenores de ordem logística. “É a oportunidade de regressar a uma equipa de topo, logo com o bónus de participar activamente no desenvolvimento de um novo carro”, afirmou Carlos Sousa, cada vez mais empenhado em regressar ao Campeonato Nacional, quase cinco anos volvidos, e logo na época em que assinala 20 anos de carreira. “Estou parado há demasiado tempo e preciso urgentemente de competir. Tenho um palmarés muito vasto e não considero uma despromoção voltar a este circuito”, justificou.










