Carlos Sainz deixou o seu lugar de ‘Consultor’ na Volksawgen por um novo projecto com a Peugeot no Dakar. Depois da sua vitória em 2010, o piloto espanhol vai ter nova oportunidade e melhores condições para lutar pelas vitórias no Dakar, desde que o Peugeot 2008 DKR evolua o suficiente para dar luta aos MINI. Após sete participações no Dakar, uma vitória (2010), um 3º lugar (2011), um 9º lugar (2007), um 11º lugar (2006) e três abandonos (2009, 2013, 2014) o duplo Campeão do Mundo de Ralis (1990, 1992) explica este novo rumo.
O que é que o convenceu a integrar a Peugeot?
Carlos Sainz: “É uma marca contra quem lutei muitas vezes. Pude, portanto, observar, ano após ano, o quão são realmente uma equipa apaixonada pela competição e que quando decidem fazer algo no desporto automóvel, fazem-no a 100%. Eu partilho desta filosofia. Dada a minha ligação com o Dakar, é evidente que se a Peugeot está de volta a este evento e me oferece a oportunidade de fazer parte desta aventura, não posso resistir a esse apelo”.
A Peugeot não corre no Dakar desde há 25 anos. Pensa que possa ser um handicap?
Carlos Sainz: “Não, não acho porque a Peugeot nunca deixou de construir viaturas de competição ao mais alto nível, para ralis ou provas de resistência, fazendo-o mesmo ainda hoje, como é exemplo o 208 T16 R5 de ralis. Pela minha parte, também ganhei o Dakar. Trago toda a minha experiência recente da prova que disputei em viaturas de duas e quatro rodas motrizes. Estamos prontos para enfrentar o desafio”.
Pensa que a equipa possa ser competitiva de imediato?
Carlos Sainz: “No desporto automóvel, nada é garantido. Hoje, o nível no Dakar é muito alto. Vencer não é fácil. No entanto, estou muito confiante porque sinto-me muito motivado. Vamos trabalhar muito para tentar ganhar. Não temos muito tempo antes de nossa primeira participação, mas estou confiante”.












