Nuno Matos e Nuno Rodrigues da Silva terminaram a experiência africana do Morocco Desert Challenge no quarto lugar da geral. O Opel Mokka Proto ‘Made in Portugal’ esteve à altura…
Após sete dias e muitos milhares de quilómetros disputados ao cronómetro, terminou com sucesso a prestação da inédita dupla lusa Nuno Matos e Nuno Rodrigues da Silva no Morocco Desert Challenge. Depois do brilhante título de TT em 2016, Matos optou por este novo desafio e numa prova em que o objetivo não podia ser outro que o da aprendizagem, face à total ausência de experiência neste tipo de percursos, a equipa esteve em muito bom nível, conseguido dois segundos lugares e uma quarta posição, frente a equipas com máquinas de elevado potencial: “Estou extremamente satisfeito. Aquilo que era o principal objetivo que era ganhar experiência e cumprir todo o percurso foi claramente cumprido. Trouxemos o nosso carro até ao fim e vieram muitas pessoas darem-nos os parabéns pela nossa prestação. Espero que da próxima vez para além de uns bons resultados nas etapas me possa juntar à Elisabete e ao Pedro (ndr, Bianchi Prata, que foi segundo em Marrocos) numa boa classificação final, acredito sinceramente que sim. Não sei se foi a primeira de muitas, seja como for gostava de regressar. São provas que tem de ser encaradas de uma maneira uma pouco diferente das que fazemos em Portugal, mas face aos resultados que tivemos creio que temos potencial para isso” explicou Nuno Matos no final de uma corrida onde é importante referir o facto de “termos utilizado, em confronto direto com algumas das melhores máquinas do mercado de competição em TT, um veículo concebido e construído em Portugal e que tem vindo a ser desenvolvido por portugueses”, disse.
Como se pode calcular, entre altos e baixos, há muitas histórias para contar. E o começo foi logo com um segundo lugar: “Foi uma estreia extremamente dura e muito exigente, inicialmente tivemos alguns problemas de navegação, mas depressa entrámos no ritmo de tal forma que no final o próprio diretor de prova nos deu os parabéns pela prestação, o que nos deixou naturalmente muito satisfeitos com aquele início”, começou por contar Nuno Matos. Contudo, no dia seguinte, uma rótula de suspensão cedeu e atrasou a equipa:
“tivemos esse azar, mas estamos a aprender e não caímos em nenhuma das armadilhas, nem apanhámos sustos. No dia seguinte, nas duas passagens pelas dunas do Erg Chegaga, o resultado não foi o mais positivo. Ficámos parados na primeira duna, mas daí para a frente conseguimos superar os obstáculos. Estivemos a treinar em Merzouga, mas é sempre diferente fazê-lo em competição. Cruzámos pistas muito diferentes e paisagens absolutamente fantásticas. Cometemos alguns erros, mas aprendemos com isso. Depois o alternador avariou e levaram-nos a assistência para um local errado. C’est l’Afrique como por aqui se costuma dizer”, explicou Nuno Matos.
“No dia seguinte, fomos um dos últimos a sair para a pista, mas o dia foi fantástico. Pistas muito giras, muito diferentes e interessantes. Pensei que teria de utilizar muito as pás, cavar bastante, mas felizmente isso não aconteceu. Outro pormenor em que perdemos tempo foi com a gestão do enchimento dos pneus. Colocámos ar quando não era suposto e vice-versa e demorámos na gestão dessa situação. Não fizemos uma gestão 100% eficaz dessa situação. Continuei a aprender, diverti-me imenso. Apetece-me dizer que estou absolutamente cliente destas corridas” disse Nuno Matos, que como se percebe, ficou ‘cliente’ deste tipo de provas…






















