A dupla Alexandre Franco/Rui Franco terminou a Baja Portalegre 500 no pódio da categoria T2, numa prova em que voltaram a pilotar a Nissan Navara com que venceram o agrupamento em 2014, depois de ter realizado as primeiras cinco provas da temporada com um BMW Série 1 Proto.
No habitual prólogo de abertura, a dupla alenquerense apanhou um concorrente mais lento, com este a não facilitar no momento da ultrapassagem, fazendo-os perder segundos preciosos e uma melhor ordem de partida para o primeiro sector seletivo. Com um ritmo de ataque, Alexandre e Rui Franco viriam a terminar o primeiro dia de competição no terceiro posto na categoria T2, mas uma vez mais com algumas dificuldades nas ultrapassagens, apesar do uso do sistema sentinel.
Para o segundo e derradeiro dia de competição, a dupla da Scuderia Goldentrans/DURA procurava lutar por algo mais, mas já bem perto dos 150 kms do sector matinal viram os seus esforços caírem por terra, depois de terem literalmente que rebocar a viatura de outro concorrente que se encontrava a tapar o local de passagem dos concorrentes, fazendo-os perder mais de cinco minutos.
No sector da tarde a chuva viria a marcar presença e os 200 kms por realizar revelar-se-iam tremendamente difíceis, com Alexandre e Rui Franco a segurarem o terceiro posto, ainda que pelo caminho tenham parado para “rebocar” outra dupla que havia sofrido uma saída de estrada.
“Esta foi uma prova cheia de contratempos. Logo no prólogo apanhámos um concorrente mais lento, ao qual nem os avisos do sistema sentinel nem os gestos das centenas de espectadores para nos facilitar a ultrapassagem os fizeram encostar. Só quando literalmente o empurrámos com a nossa Nissan é que o conseguimos passar”, começou por dizer.
“O tempo perdido acabou por nos fazer sair para o primeiro sector selectivo mais no meio do pelotão, acabando essa situação por nos fazer ceder tempo precioso, uma vez que tivemos que realizar várias ultrapassagens ao longo do percurso de sexta-feira. No primeiro sector de sábado e depois de impormos um ritmo forte, perdemos vários minutos a puxar um concorrente argentino que ficou com a sua viatura a tapar o percurso, pelo que para os derradeiros duzentos quilómetros, a nossa táctica passava por esperar por um deslize dos outros T2 á nossa frente. Já na parte final do último sector, encontrámos o Eduardo Mota fora de estrada e tentámos puxá-lo para o percurso mas sem sucesso”, acrescentou Alexandre Franco.
O alenquerense lembrou que “esta foi a vigésima primeira corrida com a Nissan sem qualquer desistência! Parabéns à Prolama por nos ter entregue uma vez mais um carro que esteve irrepreensível e também á Scuderia Goldentrans/DURA pelo apoio ao longo de mais um campeonato”, finalizou.









