2015 Odisseia na América do Sul com… Guerlain Chicherit

Por a 16 Janeiro 2015 18:01

Guerlain Chicherit, navegado por Alexandre Winocq, é o ‘dono’ do buggy que a X-Raid desenvolveu para esta edição do Dakar. Num carro semelhante à versão que Nasser Al Attiyah e Carlos Sainz utilizaram na prova há dois anos, equipado com um motor V8 Chevrolet de  7.0l, a debitar 390 cv.

Numa prova que visava ser um teste a esta nova máquina, ela tem revelado, para já, muitas fragilidades, num projeto ainda na sua fase embrionária e posto à prova na competição, talvez, mais dura do mundo. Com o Dakar a apenas um dia do seu final, Guerlain Chicherit teve problemas em praticamente todas as etapas.

Os problemas começaram logo… na etapa inaugural, com Guerlain Chicherit a ter de colocar 25 litros de água no motor. No dia seguinte, “tivemos problemas com o ‘vapor lock’ da célula de combustível”, estando, com isso, mais de três horas parados na etapa.

A terceira especial voltou a ser ‘caricata’, quando 40 km após o seu inico “partimos a alavanca das mudanças, a caixa de velocidades ficou ‘presa’ e engrenada em terceira. Fizemos toda a etapa, apenas com ‘uma velocidade’, mas fizemos”.

Dado os problemas iniciais, e com apenas três dias de prova, Chicherit afirmava: “o objetivo agora é levar o buggy até ao final. Este é realmente um bom teste para o buggy e para toda a equipa. Os mecanicos são absolutamente fantásticos e trabalham afincadamente todas as noites para reconstruir o carro para a manhã seguinte e quero mesmo agradecer-lhes por isso”, afirmava o piloto.

No quinto dia, surgiu a notícia do abandono, após ter deflagrado um incêndio no seu buggy, com o próprio piloto a revelar via twitter: “infelizmente, para nós acabou este ano. O buggy incendiou-se, mas nós estamos bem”. Apesar disso este revelou-se um ‘falso’ alarme, já que os pilotos conseguiram reparar os danos sofridos e continuar em prova.

Depois do incêndio do dia anterior, na sétima etapa surgiram problemas na direção assistida, que resolvidos, ‘regressaram’ na etapa seguinte (8ª), em que ficaram sem direção assistida ao km 150. Nesta que foi a segunda parte da etapa maratona, a mais demolidora da prova para pilotos e máquinas, e em que, ironia do destino, Chicherit, um dos mais azarados nesta edição, conseguiu o seu melhor resultado, levando o seu buggy a terceiro da geral, o seu melhor resultado em especiais este ano.

Numa ode ao verdadeiro espírito do Dakar, a dupla do buggy irá também levar outra história na ‘bagagem’: “tivemos um grande problema na ligação. O carro teve um problema elétrico, o motor não ‘respondia’, por isso tivemos de parar para o arranjar. Completamente por sorte, encontrámos um idoso que nos ajudou imenso, como precisávamos de soldar alguns cabos no motor, esse homem deu-nos o que precisávamos, e salvou-nos a corrida!!!  Agradecemos-lhe por isso”. Porém na 11ª etapa a voltaram a ter problemas e a ser obrigados a parar em quatro ocasiões, três para mudarem a bomba da direção assistida, outra a embraiagem. A odisseia de Chicherit terminará amanhã, em Buenos Aires, mas… ainda muito pode acontecer. 

Guerlain Chicherit, navegado por Alexandre Winocq, é o ‘dono’ do buggy que a X-Raid desenvolveu para esta edição do Dakar. Num carro semelhante à versão que Nasser Al Attiyah e Carlos Sainz utilizaram na prova há dois anos, equipado com um motor V8 Chevrolet de  7.0l, a debitar 390 cv. Numa prova que visava ser […]

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