Depois duma temporada bem preenchida em termos de ralis, Pedro Antunes veio ao Rali das Camélias para a festa de fim de época.
Pedro, que balanço fazes do ano?
“Decidimos à última hora participar neste rali, que é uma festa junto dos nossos seguidores e amigos mais próximos. Estamos perto de casa. A época correu bem, mas podia ter corrido melhor. Tivemos alguns azares. Mostrámos andamento em todas as provas, mas, às vezes, quando era preciso mais um bocadinho de sorte, não tivemos. Vamos continuar a trabalhar para o próximo ano montarmos um projeto europeu.”
O andamento está lá. Todos o dizem e tu sentes isso também?
“Sim, também estou sempre a aprender. Aprendi muito durante este ano. Acho que temos mostrado um bom andamento.”
E o futuro? Fazer novamente o Europeu?
“Sim, vai ser tentar com a aprendizagem deste ano aplicá-la no próximo ano, para tentarmos ter melhores resultados. Este ano não foram tão bons, mas tivemos andamento. Agora é traduzir isso em resultados.”
Estás de olho no novo Peugeot 208 Rally 4?
“Sim, tivemos o primeiro contato em Madrid. É um carro, realmente, muito melhor. O motor é completamente diferente, mesmo a nível de suspensões e facilidade de condução está mais fácil que este Peugeot atmosférico. Penso que foi um passo em frente da Peugeot e julgo que vai ser um carro ainda mais competitivo.”
Já tinhas feito os troços de Sintra?
“Não, foi a primeira vez que os fizemos. Já sabíamos que seriam condições muito difíceis para todos e era aí que nos podíamos destacar. Passámos muito bem em relação aos carros da concorrência. Mas era com estas condições que nos podíamos destacar. Conseguimos isso e fizemos bons tempos. Nos troços mais ‘normais’ foi mais difícil para conseguir acompanhar os R5.”
Durante a tua vida já deves ter ouvido milhões de histórias sobre os troços de Sintra. Qual foi a sensação de passar neles?
“Sim, ouvi muitas. Pensava que estavam a exagerar, mas não. É mesmo muito difícil e o nevoeiro veio complicar muito as coisas. Não se vê mesmo nada, é impressionante. Mas tínhamos boas notas, acreditámos nelas e fizemos bons tempos.”









