Nas sequência do Safety Car resultante do despiste de Max Verstappen (Red Bull), a Direção de Corrida tinha declarado que o Safety Car entraria com uma volta restante para o pelotão fazer um ‘sprint’ de uma volta, mas a relargada foi efetivamente cancelada momentos depois, por um motivo ainda não confirmado, e isso significou que a corrida terminou sob o Safety Car sob as vaias dos adeptos em Silverstone. Um verdadeiro “coitus interruptus”. Há-de haver uma boa razão…
Desta forma, Charles Leclerc conquistou a sua primeira vitória da temporada no Grande Prémio da Grã-Bretanha, alcançando simultaneamente o seu primeiro triunfo de sempre no circuito de Silverstone. A corrida terminou sob o regime de Safety Car, garantindo ao piloto da Ferrari o lugar mais alto do pódio, à frente dos Mercedes de George Russell, segundo classificado, e o Ferrari de Lewis Hamilton, que fechou em terceiro.

A fase final da prova ficou marcada pela incerteza da direção de corrida na volta 51. O veículo de segurança chegou a receber ordem de recolha para permitir uma última volta de competição, mas a decisão foi revertida no último instante aparentemente devido a ‘preocupações’ na zona da curva Stowe, forçando o pelotão a cruzar a linha de meta sob neutralização.
O desfecho ‘anti climax’ gerou críticas imediatas. O comentador da Sky Sports F1 e antigo piloto, Martin Brundle, lamentou a gestão das últimas voltas, afirmando que todos foram “privados de um final adequado para o Grande Prémio”, dizendo isto, obviamente sem saber se há uma boa razão para isso ter sucedido..
O analista questionou ainda os procedimentos adotados pela direção de corrida relativamente aos pilotos dobrados, defendendo que não seria necessário aguardar pelo reagrupamento total do pelotão antes de relançar a prova. “Espero que exista um motivo separado para não recolher o Safety Car e que não tenha sido apenas uma mudança de ideias ou um erro”, atestou Brundle.
Russell beneficia de decisão tardia
A manutenção do Safety Car acabou por proteger George Russell, que circulava com pneus consideravelmente mais desgastados do que os seus opositores diretos. Apesar da controvérsia tática, Brundle sublinhou a legitimidade do triunfo da escuderia italiana ao concluir que “Charles Leclerc venceu esta corrida de forma justa”.










