Depois das críticas de António Félix da Costa às táticas da Porsche, surgiu a resposta de Pascal Wehrlein. O alemão defendeu o uso de táticas de equipa por parte da Porsche no sábado, depois de a manobra ter contribuído para a sua vitória no E-Prix de Londres e para reforçar a sua candidatura ao título de 2025-26 da Fórmula E.
Wehrlein foi rápido ao longo de todo o dia, mas as suas hipóteses de fazer um fim de semana perfeito foram reforçadas por várias ordens de equipa emitidas pela Porsche para garantir o máximo de pontos possível em Londres. Na qualificação, tanto o companheiro de equipa de fábrica Nico Muller como o piloto da Kiro, Dan Tickum, abrandaram durante as fases de duelo, permitindo que Wehrlein conquistasse a pole position com oposição limitada. Já na primeira parte da corrida, Muller travou o rival pelo título, Mitch Evans, e o resto do pelotão, o que permitiu a Wehrlein construir uma vantagem superior a dois segundos ao mesmo tempo que poupava energia.
Na sexta-feira, Wehrlein tinha admitido não ser grande apreciador de táticas de equipa, manifestando preocupação com a possibilidade de rivais tentarem “manipular” a corrida para inclinar o título a seu favor. Questionado sobre essas declarações depois da corrida de sábado, o piloto recordou o E-Prix de Mónaco de 2024, no qual Nick Cassidy reduziu o ritmo de forma semelhante para permitir que o companheiro de equipa Evans ativasse os dois Attack Modes sem perder posição na pista. “Não é a primeira vez que vemos isso”, afirmou ao Motorsport.com. “Lembro-me de a Jaguar também ter ganho uma corrida em Mónaco dessa forma. Acho que hoje poderia ter sido uma dobradinha para a equipa. Infelizmente, com o timing daquele PIT BOOST para o Nico, mas, de forma geral, fizemos um bom trabalho, e foi apenas falta de sorte para ele.” Questionado sobre se preferiria ter vencido a corrida sem qualquer ajuda de Muller, respondeu de forma sucinta: “Não sei, não é a minha decisão.“
Wehrlein pretende agora tornar-se o primeiro piloto a conquistar dois títulos na Fórmula E desde Jean-Eric Vergne, entrando neste domingo com uma vantagem de cinco pontos sobre Dennis, enquanto Evans surge em terceiro lugar, a 21 pontos da frente. Sobre os planos para a corrida decisiva, o piloto da Porsche declarou: “O plano é tentar ganhar essa corrida de novo. Antes de mais, preciso de garantir que me coloco algures na frente na qualificação e, sim, o objetivo é claramente vencer.” Acrescentou ainda que, caso a vitória não seja possível, a equipa recorrerá a cálculos apenas se necessário, mas reafirmou que “o primeiro objetivo é vencer.”









