São muitos os homens e mulheres que ficam na sombra, mas que contribuem de forma importantíssima para o bem estar dos outros. Dr Robert Hubbard foi um desses homens que trabalhou em prol dos outros, encontrando a solução para um problema que se vivia no desporto automóvel.
A morte de Patrick Jacquemart, amigo do piloto Jim Downing (que competia no IMSA) levou o piloto e Hubbard a tentarem encontrar uma solução para o crescente número de fatalidades porque a cabeça não tinha o suporte suficiente.
Hubbard já tinha trabalhado na General Motors, onde investigou as lesões originadas em acidentes e desenvolveu “Dummies” para usar nos testes de colisão.
O trabalho com Downing deu os primeiros frutos em 1985, ano em que foi registada a patente do HANS, que seria usado pela primeira vez nesse ano por Jim Downing, numa prova do IMSA. Apesar da desconfiança o trabalho de desenvolvimento do dispositivo foi avançando e os ensaios mostraram a validade do seu uso. Os primeiros modelos foram vendidos em 1991,três anos antes da morte de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger que levaram a uma mudança do paradigma da segurança na F1 em particular e no desporto motorizado em geral. O mítico Professor Sid Watkins mostrou interesse no HANS e a partir dai foram sendo testadas várias soluções.
As criticas começaram a surgir e houve alguma renitência ao seu uso que passou a ser obrigatório em 2003. Nos Estados Unidos o processo de assimilação do HANS foi igualmente difícil mas o dispositivo passou a ser usado de forma obrigatória em 2001, depois da morte de Dale Earnhardt.
O surgimento do HANS pode ter alguma similaridade com a introdução mais recente do Halo. Inicialmente muita tinta correu sobre a validade do dispositivo e sobre a sua influência na essência do desporto. Claro que a vida humana é muito mais valiosa que qualquer competição e quando vimos alguns pilotos saírem ilesos de acidentes que poderia ser potencialmente fatais, a discussão desvaneceu.
É por isso que homens como Dr. Robert Hubbard são importantes… porque têm a resiliência de ir contra a corrente e levar a ideia adiante, salvando assim muitos. É por isso que cada vez que um piloto coloca um HANS as hipóteses de sobreviver aumentam. Esse trabalho tem um valor incalculável e merece ser relembrado.











