Na sequência da detenção no Aeródromo de Tires, em Cascais, por transporte ilegal de arma, de Bernie Ecclestone, o antigo patrão da Fórmula 1 prestou declarações ao Daily Mail Sport, confirmando e explicando o sucedido.
Revelou que trouxera a arma da Suíça para Portugal com o objetivo de praticar tiro aos pratos. O incidente ocorreu após a passagem pelo controlo aduaneiro, quando um agente policial solicitou a revista da bagagem e exigiu-lhe a apresentação do respetivo livrete de porte de arma, documento que, segundo o antigo dirigente, não possuía: “Tinha uma arma que estava a trazer da Suíça para Portugal para praticar tiro aos pratos. É tão simples quanto isso. Tenho armas em casa lá que estão licenciadas”, declarou Ecclestone, acrescentando que a situação gerou transtorno e que a sua mulher, Fabiana Flosi, se deslocou a Lisboa para regularizar a situação, seja com a entrega da arma, seja com o pagamento de taxas.
O voo privado teve origem em Saanen, na Suíça, onde o empresário detém um chalé, tendo a aeronave aterrado em Cascais.
Pelos vistos, Ecclestone não tem muita sorte a este nível quando se trata de aeroportos de língua portuguesa, já que, em 2022, lhe sucedeu algo semelhante e, nessa altura, Bernie Ecclestone foi também detido no Brasil por portar ilegalmente uma arma de fogo num aeroporto em Campinas, desta feita quando embarcava num avião privado. Justificou então que desconhecia a presença da arma na bagagem e foi libertado após o pagamento de caução.
Um pouco mais tarde, ao Daily Star, Ecclestone negou ter sido detido, agora, em Portugal, afirmando que a polícia foi muito prestativa e “fez tudo o que podia para evitar que tivéssemos de fazer o que tivemos de fazer.”
Depois explicou que antes, quando lhe pediram para abrir uma mala, disse: “Bem, é uma caçadeira”. Perguntaram-lhe pelo livrete da arma e Ecclestone respondeu: “Não sei, nunca ouvi falar de um livrete em toda a minha vida.”
A polícia ter-lhe-á dito, então, que com qualquer tipo de armas se deve ter sempre o livrete, e confiscaram-lhe o passaporte.
Segundo Ecclestone, a polícia disse-lhe que estava a “tentar importar uma arma para o país” e respondeu: “Não tentei fazer isso. Passei pela alfândega e aqui estou eu convosco”.
A polícia informou a alfândega, e o funcionário alfandegário disse que a arma tinha de ser entregue em Lisboa para ser analisada, que teria de pagar direitos alfandegários e pedir uma importação temporária. Assim, o assunto passou aparentemente a ser meramente burocrático. A Polícia e a alfândega fizeram o seu trabalho, e agora tudo seguirá os seus trâmites normais.
Tendo em conta que a criminalidade violenta está a aumentar em Portugal, as polícias têm estado mais atentas e, no caso do Aeródromo de Tires, a segurança foi, nos últimos tempos, reforçada com a presença da PSP e da Polícia Judiciária, segundo o Correio da Manhã, a funcionar em permanência nas instalações do aeródromo.









