Tal como toda a gente de alguma modo envolvida com o WRC também Yves Matton não sabe se o trabalho que foi feito pela sua equipa no último ano e meio foi suficiente para cumprir os objetivos traçados. Novos carros, novos regulamentos, muitas trocas nas equipas levam a que o WRC 2017 seja para já uma grande incógnita: “Como sempre acontece no início de um novo programa, gostaríamos de contar com mais uns dias para termos mais tempo para o desenvolvimento do carro. O desenvolvimento do C3 WRC foi o mais curto da história da Citroën Racing e deve-se enfatizar o extraordinário envolvimento de todos os nossos profissionais ao longo dos últimos meses. Ao mesmo tempo, queremos ver onde estamos, num espírito competitivo a que estamos ligados. O carro parece ter um bom design e é consistente, mas temos que ver onde nos encontramos face aos nossos rivais. Quanto aos nossos pilotos, eles têm duas abordagens diferentes. No ano passado, o Kris (Meeke) mostrou que tinha hipóteses de vencer este rali, mas temos de diferenciar entre pilotar durante um dia de testes e enfrentar quatro dias de rali, com apenas duas passagens para o reconhecimento das especiais. Precisamos de entrar na defensiva desde o início para ver onde estão os nossos rivais e só depois olhar em frente para o resto da prova. Para o Stéphane (Lefevbre) será diferente. Tal como o Craig (Breen), queremos elevá-lo a um nível onde possa obter vitórias, mas antes disso há que passar por um período de aprendizagem, especialmente durante a primeira parte da temporada. Há que lutar pelos pontos e garanti-los no final. Aqui só temos dois carros, o que significa que nós não temos nenhum joker”, Yves Matton, Diretor da Citroën Racing.









