O Rali da Calheta contou com a participação dos três primeiros classificados do Campeonato de Portugal de Ralis. Estes viram na organização do Club Sports da Madeira uma excelente oportunidade para preparar a próxima prova daquela competição, que, recorde-se, terá lugar entre 30 de julho e 1 de agosto.
José Pedro Fontes estreou na Madeira o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale e dedicou-se intensamente ao acerto do modelo num asfalto muito exigente e com características únicas. Classificado em quarto lugar absoluto, o piloto mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado e, no final do rali, já rodava próximo das referências insulares, conhecidas pela sua rapidez excecional em percursos que exigem grande conhecimento.
Pedro Almeida e o seu Toyota GR Yaris Rally2 terminaram em sétimo lugar, apesar de terem registado alguns bons tempos. A sua prestação foi, contudo, bastante condicionada pelo facto de ser, dos três, o piloto com menos participações na ilha. Rúben Rodrigues, por sua vez, conseguiu assinalar tempos muito bons. No entanto, o líder do CPR perdeu muito tempo devido a um furo na PEC 5, a segunda passagem por Golfe Calheta, e acabou por desistir com avaria antes de chegar ao último parque de assistência.
O Foco na preparação para a competição
O objetivo desta participação “continental” era, obviamente, preparar o Rali da Madeira, sendo que as afinações e os acertos eram mais importantes do que os tempos. Contudo, os registos obtidos fornecem algumas indicações claras:
Rúben Rodrigues foi ligeiramente mais rápido do que José Pedro Fontes, com uma diferença de cerca de nove segundos, se forem excluídos o pior tempo de Fontes e o furo de Rúben Rodrigues. Pedro Almeida ficou pouco mais de trinta segundos atrás.
Apesar de o Rali da Madeira ser uma prova que José Pedro Fontes conhece muito melhor do que Rúben Rodrigues, neste rali as suas prestações foram equivalentes. No entanto, o mais importante era testar e preparar para o momento decisivo. É nessa altura que se farão as contas.
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