O Mundial de Ralis estreia-se no Paraguai entre 28 e 31 de agosto, numa prova que promete colocar à prova a adaptação das equipas às rápidas e exigentes estradas de terra da região de Itapúa. Toyota, Hyundai e M-Sport apresentam-se com estratégias distintas, mas todas com o mesmo objetivo: conquistar terreno num campeonato que entra na reta final.
Toyota chega embalada pela supremacia na Finlândia
Depois de um histórico 1-2-3-4-5 no Rali da Finlândia, a Toyota Gazoo Racing viaja para a América do Sul com a confiança em alta. A equipa lidera confortavelmente o campeonato de construtores, com 87 pontos de vantagem, e tem três pilotos a discutir diretamente o título: Elfyn Evans, líder do campeonato, Kalle Rovanperä, apenas três pontos atrás, e Sébastien Ogier, a dez pontos.
Estes três serão os principais candidatos aos pontos de fabricante, enquanto Takamoto Katsuta, vice-campeão na Finlândia, e Sami Pajari completam a armada japonesa, todos com o regresso à clássica decoração negra dos GR Yaris Rally1.
Hyundai aposta na recuperação e na experiência sul-americana
A Hyundai Motorsport chega ao Paraguai determinada a reduzir a diferença para os rivais diretos, depois de um fim de semana difícil na Finlândia. O i20 N Rally1 já provou a sua eficácia em pisos de terra e a marca coreana recorda que não é novata em sucessos na América do Sul: três pódios no Chile e três vitórias na Argentina entre 2016 e 2019 dão confiança à equipa.
O desafio, porém, é novo para todos. As classificativas paraguaias combinam troços rápidos de terra macia com ‘grip’ irregular, sob ameaça constante de pó intenso e chuvas repentinas. Condições que exigem máxima precisão e capacidade de adaptação dos três pilotos oficiais.
M-Sport enfrenta a estreia com espírito explorador
Sem registos anteriores para estudar, a M-Sport Ford encara o Rali do Paraguai como um salto para o desconhecido. A equipa britânica alinhará com duas duplas: Grégoire Munster/Louis Louka e os estreantes na América do Sul Josh McErlean/Eoin Treacy, apoiados pela Motorsport Ireland Rally Academy.
Os pisos de terra vermelha, alternando zonas rápidas com secções estreitas e técnicas, prometem ser um teste exigente para carros e pilotos. Para Munster, a confiança vem da consistência mostrada nas últimas provas de terra, enquanto McErlean e Treacy procuram dar mais um passo no seu percurso de aprendizagem em estreia absoluta no continente.
A incógnita é total, mas uma certeza já existe: o Paraguai vai acrescentar um novo e imprevisível capítulo à temporada de 2025 do WRC.










