O Rali da Estónia 2025 prepara-se para uma edição que poderá incluir uma novidade absoluta no Mundial de Ralis: um salto de 100 metros! Assim de repente, para se situar, um campo de futebol mede entre 100 e 110 metros…
Urmo Aava, diretor do evento, disse em declarações ao Dirtfish que ambiciona construir um salto sem precedentes, capaz de impulsionar os carros aéreos por uma distância de até 100 metros, um feito que, a concretizar-se, estabelecerá um novo recorde na história da modalidade.
Este ambicioso projeto está planeado para o rápido rali de terra, agendado para julho do próximo ano. A visão de Aava é criar um momento verdadeiramente espetacular, que se grave na memória dos fãs e do desporto, à semelhança de pontos icónicos como a “Yellow House” na Finlândia, onde os carros já protagonizam voos de 50 a 60 metros. “Pensámos em 70 metros, mas se vamos fazer 70, porque não tentar voar 100 metros e criar uma história?”, questionou Aava ao Dirtfish, sublinhando a ambição de ir além do convencional.
O local para este salto colossal já está identificado no percurso, aproveitando uma diferença de altitude natural do terreno. A velocidade de descolagem estimada ronda os 180 km/h, o que, segundo os cálculos, permitirá uma permanência no ar de aproximadamente 2,5 segundos, prometendo uma imagem de cortar a respiração.
Com a sua experiência como antigo piloto do WRC, entre 2002 e 2009, Urmo Aava conhece bem a adrenalina e os desafios de um salto em alta velocidade. “Quando não se consegue ver a estrada, é sempre um pouco assustador”, confessou. Contudo, o diretor do rali mostra-se confiante na segurança do projeto, destacando que a aterragem será numa zona com amplo espaço. A principal preocupação reside na aerodinâmica, exigindo que os carros estejam “bem equilibrados na frente e na traseira”, um aspeto que a equipa organizadora planeia discutir detalhadamente com as equipas e engenheiros participantes.
O Rali da Estónia, já um evento consolidado no calendário do WRC, promete assim uma edição de 2025 que poderá não só testar os limites da engenharia e da perícia dos pilotos, mas também reescrever os anais do automobilismo.









