Piloto irlandês termina prova africana sem abandonos, apesar de furos e danos mecânicos
Jon Armstrong descreveu o Rali Safari como o teste mais exigente da sua carreira em Rally1, após completar todas as classificativas com o M-Sport Ford Puma Rally1. Num fim de semana marcado por furos, danos na suspensão e alertas de temperatura da água, o irlandês destacou a capacidade de adaptação às condições variáveis da prova africana.
Terreno traiçoeiro exige constante reinvenção
As estradas quenianas alternaram entre lama profunda, água parada e pisos secos abrasivos, desafiando pilotos e máquinas do início ao fim. “O rali foi complicado para nós. É um dos mais exigentes com o tempo — muita lama, zonas pantanosas cheias de água —, mas noutras fases estava completamente seco. Esta variedade é um grande desafio”, resumiu Armstrong.
Andamento sólido apesar dos imprevistos
O irlandês mostrou bom ritmo logo na manhã de sexta-feira, rodando no oitavo lugar geral com tempos de top-5 nas especiais. Um furo na SS8 e um impacto na SS9, que danificou o braço de suspensão traseiro direito, custaram-lhe mais de 20 minutos. “Não tivemos um rali sem problemas, o que é uma pena, porque sem percalços teríamos um resultado sólido”, lamentou. Ainda assim, no sábado marcou o segundo melhor tempo na Sleeping Warrior, provando velocidade mesmo em dificuldades.
Rally1 sob prova máxima, mas com nota positiva
Armstrong elogiou a robustez dos Rally1, equipados com ‘snorkels’ para enfrentar as condições extremas. “Não acho que estamos a pedir demasiado a homens e máquinas. Os carros são muito adaptáveis a este terreno. É o teste definitivo para a mecânica, mas é bom que as equipas sejam desafiadas para garantir que tudo funciona”, concluiu o piloto da M-Sport, satisfeito com as lições recolhidas após três rondas do campeonato.












