É verdade que os pisos, especialmente da zona da Lousã, Góis e Arganil estiveram mais duros que o habitual, mas é um facto que este Rali de Portugal ficou marcado por um número anormal de furos e por isso os pilotos estão agora a pedir à Pirelli alterações nas borrachas. A verdade é que os pilotos de ralis, por ‘defeito’ profissional, vão sempre explorar ao máximo o material que têm à sua disposição, significando isto que depois de o Rali de Portugal ter sido o primeiro teste à versão mais recente dos pneus Scorpion desenvolvidos pela Pirelli para este tipo de superfície, o Scorpion KX WRC, os pilotos pedem agora um ‘reforço’.
Provavelmente, talvez só na Grécia as equipas precisem de pneus um pouco reforçados, pois nem sequer o Safari pareceu, o ano passado, especialmente duro para os pneus. A Acrópole, talvez, sim, também a Sardenha, mas menos, mas Estónia, Finlândia e Nova Zelândia, nem por isso.
O novo pneu da Pirelli apresentava estruturas reforçadas e um desenho otimizado para lidar com o aumento do binário e de carros Rally1 mais pesados, cerca de 70 kg a mais do que a geração anterior.
Como se sabe, várias equipas sofreram furos, até houve quem ficasse de forma por não ter mais rodas disponíveis, como sucedeu com Sébastien Ogier: “em dois ralis que fiz, em Monte Carlo perdi a vitória por causa de um furo e em Portugal estava na luta e também desisti por causa disso”, disse, deixando no ar que há trabalho a fazer a esse nível.
Terenzio Testoni, líder da Pirelli no terreno, admite que apanharam condições mais difíceis do que o esperado, justificando com isso mais furos que o normal, mas destacou que os quatro primeiros classificados da prova não furaram, portanto “o estilo de condução tem um efeito nos furos. Estou contente com o desempenho do pneu. Não consigo pensar num rali sem furos. O furo sempre fez parte da história. Era melhor se tivermos menos furos mas não podemos controlar as condições dos troços”, disse Testoni ao Autosport, inglês.









