WRC, Rali de Portugal/PEC20, Vieira do Minho 1: Neuville recupera, margem de Ogier cai para 14.3s

Por a 10 Maio 2026 09:06

Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) começou o dia com 21.9s de avanço, mas o que parecia um avanço suficiente para o francês controlar neste último dia, aparentemente Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) pensou de forma diferente, e recuperou-lhe 8.3s em vieira do Minho 1 e a luta pelo triunfo no Rali de Portugal volta a equilibrar-se. No final da especial, Ogier falou da muita chuva que apanhou na fase inicial do troço, e os parciais mostram isso mesmo, foi nessa fase do troço que Neuville ganhou tempo ao francês.

Desta forma, Ogier tem agora ‘apenas’ 14.3s de avanço para Neuville, e com três troços pela frente as coisas podem tornar-se mais complicadas para o francês, pois Neuville nada tem a perder e vai arriscar. Se corre bem, ou não veremos. Está relançada a luta pela vitória no Rali de Portugal.

A especial foi ganha por Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), 1,2 segundos mais rápido do que Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), num troço de aderência muito variável, chuva localizada e vários problemas mecânicos e de pneus, com impacto também decisivo na luta do WRC2 entre Teemu Suninen e Jan Solans.

O derradeiro dia começou com Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) a regressar à prova e a ser o primeiro a entrar num troço já sinalizado como especialmente complicado aos 6,9 quilómetros. A estrada estava pesada, enlameada no final e a mudar constantemente de ritmo. O irlandês escorregou largo, tocou num talude, mas conseguiu seguir em frente e terminou em 14:35,4, agradecendo à equipa o esforço noturno para recolocar o carro em condições. Martins Sesks (Ford Puma Rally1) veio a seguir e, mesmo apanhando uma estrada por vezes mais lenta com o aumento da chuva, melhorou a referência para 14:30,9, explicando que havia zonas viscosas em muitos pontos e que o troço poderia ficar mais rápido se a chuva parasse.

Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1) parecia mais confortável do que em especiais anteriores, mas perdeu tempo no final ao ter de evitar uma vaca ao quilómetro 10 e concluiu em 14:35,7, 4,8 segundos acima do letão. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) aproveitou uma estrada em evolução e baixou claramente a marca para 14:19,3, nada menos do que 11,6 segundos mais rápido do que Sesks, descrevendo um troço dividido entre uma fase inicial pior pela chuva e uma parte final mais seca e rápida. Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) não conseguiu acompanhar esse andamento e fechou em 14:25,8, perdendo 6,5 segundos para o japonês e vendo a margem na luta pelo sexto lugar baixar para apenas 5,0 segundos.

A partir daí, a especial começou a mexer com a frente. Evans assumiu a liderança provisória com 14:12,0, apesar de admitir que a aderência era muito inconsistente. Solberg vinha forte, mas recebeu um alerta de pressão no pneu dianteiro esquerdo e, com um furo lento nos sete quilómetros finais, cedeu 1,2 segundos ao galês ao terminar em 14:13,2. Ainda assim, ganhou mais de dez segundos a Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), que perdeu 12,9 segundos no troço, chegou em 14:24,9 e falou num problema que a equipa teria de verificar.

Neuville apareceu depois com 14:13,9, terceiro tempo, e embora tenha confessado vários bloqueios de motor em travagem e perda de confiança, tirou partido de um setor inicial mais molhado para ganhar muito tempo a Ogier. O francês entrou mais tarde nesse mesmo troço sob chuva mais forte, perdeu 9,5 segundos para Evans e fechou em 14:21,5.

No último parcial já cedia 9,5 segundos para o belga e 12,9 para Solberg, sinal claro de que a maior penalização estava concentrada no início da especial. No final, Ogier relativizou o golpe: disse que apanhou muita chuva e que a estratégia continuava a ser simples, tentar ganhar o rali. Atrás da geral absoluta, Suninen reforçou a liderança no WRC2 ao marcar 14:53,5 e aumentar de 0,9 para 11,5 segundos a vantagem sobre Solans, que chegou com o pneu dianteiro esquerdo fora do aro em 15:04,1.

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