A Fórmula 1 terá de decidir antes da pausa de verão se o Grande Prémio do Bahrein, cancelado devido à instabilidade no Médio Oriente, será reagendado ainda este ano. O CEO Stefano Domenicali confirmou que o assunto está em análise, numa altura em que o calendário já foi reduzido de 24 para 22 corridas.
Além do Bahrein, também o Grande Prémio da Arábia Saudita tinha sido retirado do calendário pelo mesmo motivo. Uma eventual reintegração do Bahrein apontaria para 4 de outubro, entre as corridas do Azerbaijão e de Singapura, criando uma sequência exigente de nove corridas em onze semanas, o que poderá ter consequências duras para o staff da F1, com uma exigência tremenda.
Portimão é solução
A volatilidade da região deixa ainda em aberto a possibilidade de cancelamento dos Grandes Prémios do Qatar e de Abu Dhabi. A reintegração do Bahrein no calendário permitiria apaziguar os receios e abrir a porta à ida da F1 ao Médio Oriente no final do ano. Na impossibilidade de regressar ao Médio Oriente, fala-se, sem confirmação oficial, de Portimão para assumir a última prova da temporada, substituindo Abu Dhabi após a corrida de Las Vegas. O Algarve já tem encontro marcado com a F1 em 2027, mas se a tensão se mantiver ou se agravar, esse reencontro pode ser antecipado, com a pista portuguesa a ser frequentemente referida como uma das melhores possibilidades para ingressar no calendário, caso seja necessário.







