Uma das preocupações gerais dos pilotos no Rali de Portugal tem a ver com o facto da Pirelli ter escolhido apenas oito pneus macios, tendo dado prioridade aos pneus duros. Como se sabe a Pirelli é este ano fornecedora oficial do WRC, e por isso os pilotos e equipas não conhecem ainda o que valem estes pneus, naquela que é a primeira prova do ano em terra. Tendo em conta que viram tempo húmido e alguma lama, muitos acham que oito pneus macios é pouco, mas o tempo está e vai aquecer ainda mais, pelo que é muito provável que a opção da Pirelli seja a ideal.
Cada equipa poderá utilizar 32 pneus, 24 são duros (Scorpion KX Hard) e 8 macios (Scorpion KX Soft). O composto duro é, naturalmente, mais resistente a superfícies abrasivas e altas temperaturas, mas com um padrão da banda de rodagem capaz de remover eficazmente pedras e demais sujidade.
KX Soft: Um composto mais macio que se adapta melhor a temperaturas mais baixas e troços mais curtos, com uma superfície menos agressiva. O padrão da banda de rodagem é muito eficaz na remoção de sujidade e areia
“Portugal é o primeiro evento de pisos de terra da época, a superfície mais comum no Mundial de Ralis, e como tal, teremos provavelmente a primeira indicação da correlação de forças em circunstâncias ‘normais’. O nosso programa de testes no ano passado centrou-se na terra, pelo que será interessante ver como isso se traduzirá em competição este ano.
A superfície em Portugal é particularmente complicada, com uma base dura e rochosa sobreposta a um solo mais macio e arenoso, razão pela qual escolhemos o composto duro como o nosso pneu principal para este fim-de-semana. O Scorpion KX está a fazer a sua estreia no WRC, enquanto o K, utilizado para os RC2, é um produto comprovado que já foi amplamente utilizado em competição”, disse Terenzio Testoni, responsável pelos ralis na Pirelli.










