WRC, Rali das Canárias: Solberg ‘out’, acabou o suspense…
A penúltima especial matou o suspense da luta pela vitória: Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) saiu de estrada, danificou demasiado o Toyota e abandonou, deixando Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) escapar na frente, agora com 24,3 segundos de vantagem sobre Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1). O que até aí era um duelo no fio da navalha transformou-se, em poucos quilómetros, numa dessas viragens brutais que os ralis conhecem melhor do que ninguém. Exceção feita ao abandono de Solberg, nada mudou, resta agora esperar pela Power Stage,
Filme da especial
A estrada abriu muito diferente da manhã, já quase seca em grande parte do percurso, embora ainda marcada por manchas húmidas nas sombras e por referências de notas que tinham envelhecido depressa demais. Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) foi o primeiro a sentir essa mudança, a tentar recalibrar o instinto num troço que já não era o mesmo. Josh McErlean (Ford Puma Rally1) veio depois, ligeiramente mais rápido, e os Hyundai seguiram-se numa toada de gestão e adaptação: Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) encontrou um andamento sólido, Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1) voltou a queixar-se do desgaste acumulado da manhã, e Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) limitou-se a sobreviver, pensando mais no fim do troço do que no cronómetro.
Mas toda a tensão estava concentrada na frente. Solberg, que começara o dia a apenas 3,8 segundos de Ogier e ainda lhe tinha retirado tempo nas especiais anteriores, voltou a lançar-se ao ataque. Nos parciais intermédios, Ogier até seguia mais rápido, sinal de que o francês mantinha o controlo do duelo. Depois, de repente, o silêncio. Solberg parou ao quilómetro 14,7. O carro ficou demasiado danificado para continuar, ambos saíram da viatura e a montanha devolveu a notícia mais cruel do rali: a luta terminara ali.
Evans aproveitou para subir ao segundo lugar, assinando o melhor tempo entre os sobreviventes da frente, mas o foco já estava noutro lado. Ogier chegou depois, 2,5 segundos mais rápido do que o galês, e não escondeu a frieza lúcida dos grandes campeões: “Não era assim que queríamos ver isto acabar.” Ainda assim, o cronómetro não perdoa a emoção. Ogier passou a liderar com margem folgada, Evans herdou a perseguição e o rali perdeu o seu duelo mais elétrico precisamente quando parecia prestes a explodir. O Rali está decidido e Oliver Solberg tem tanto de rapidez como de algo que só alguns sabem o que é: cinco ralis, cinco saídas de estrada. Em algumas, ‘safou-se’. Nesta, não!
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