Já se sabia, à partida, que o facto da Hankook ser a nova fornecedora de pneus para o WRC, estes iriam ser forçosamente diferentes para a única prova de inverno do ano. São fabricantes diferentes, logo era certo que essas diferenças iriam existir, a única dúvida era como os pneus – que já tinham sido testados pelas equipas – se ligariam ao traçado da prova, porque os testes são feitos em zonas que dificilmente serão exatamente iguais.
Por isso esta questão dos pneus era muito sensível e confirmou-se no primeiro dia de prova.
Os testes são, como se sabe, limitados, e se olharmos para a classificação do primeiro dia, há um dado que salta desde logo à vista e é muito curioso: a classificação de Kalle Rovanpera.
Como disse durante o dia de ontem, o finlandês teve que mudar o seu estilo de condução, devido às características dos novos pneus, mas a afinação que escolheu para o carro também se revelou errada. Mudou-a para a tarde, perdeu menos, mas continuou a perder. E está invulgarmente longe da frente.
Lembra-se do tempo em que “era Rovanpera e mais 10?”
Portanto, a opinião geral é que, quando há muito gelo e neve, os pneus funcionam bem, mas quando o gelo escasseia e a terra por baixo começa a aparecer, os pregos ‘vão-se’ rapidamente e esta gestão será fulcral para o resto da prova.











