Não foi preciso mais do que um troço para perceber ao que vamos nesta última manhã do Rali da Sardenha, pois Ott Tanak já explicou tudo: “Para quê, a pressão? O rali terminou ontem. Nós tentámos ganhar pontos. Como dizem os regulamentos – a vitória no rali já não é importante.”
Descodificando. A Hyundai provavelmente percebeu primeiro do que a Toyota que as vitórias valem agora muito menos porque no final do ano o que verdadeiramente conta são os pontos. Até 2023, os pontos eram diretamente proporcionais às posições no final do rali, com a exceção da Power Stage, só que este ano a forma de chegar a esses mesmos pontos mudou, e o que sucedeu foi exatamente o que diz Tanak. A vitória já não vale o mesmo.
A Hyundai já percebeu isso, e esse foi um dos motivos porque mandou Tanak ‘abrandar’ e ser cauteloso. É preciso garantir os pontos, Tanak se terminar o rali hoje já garantiu 15, e se repararmos a Hyundai e a Toyota somaram ontem, sábado, exatamente os mesmos pontos, 28 (se todos terminarem o rali) e agora a diferença vai-se fazer com os pontos de domingo.
Thierry Neuville pode atacar, está muito atrasado, e só ele pode conseguir mais 12, sete do Super domingo e mais 5 da Power Stage.
Por isso mesmo é que Jari-Matti Latvala disse ontem ao fim do dia que já teve uma ‘conversinha’ com Sébastien Ogier, e se essa conversa não tivesse existido, o francês navegava até ao fim, marimbando-se para os pontos que não lhe interessam a ele, mas interessam à equipa.
E o que disse Ogier no final do primeiro troço de hoje? “Estou a tentar tirar o melhor partido do dia. O máximo de pontos para a equipa, se possível.”
Pois é…
‘Levou’ 8.6s de Neuville em 12,55 Km, e foi apenas quarto atrás de Neuville, Tanak e Evans.
Conclusão: a Toyota tem um problema com os pilotos em part-time…
Muitas vitórias de Ogier e Rovanpera, mas a Hyundai está a preparar-se para voltar a fugir no campeonato de construtores.
Agora vamos ver como acaba…









