Para além da confirmação de um acordo de 10 anos para fazer parte do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) na Arábia Saudita, foram revelados vários pormenores sobre o evento que está, naturalmente, em preparação.
Quanto à localização e percurso, o O evento deverá ter lugar em Jeddah, prevendo-se uma mistura diversificada de estradas de montanha e de deserto. O percurso tem previsto incluir três cenários distintos: montanhas, vulcões e desertos. Se seguirem o que está planeado o evento oferecerá um desafio único aos pilotos e co-pilotos, com cada dia a apresentar um ambiente diferente.
Os sauditas estão a usar o desporto para melhorar a perceção do País, embora todos saibam que têm muito trabalho para fazer até que essa perceção mude, e de forma alguma o dinheiro vai ser suficiente para que isso suceda.
Espera-se, naturalmente, que o evento aumente a popularidade dos ralis no Médio Oriente e aumente potencialmente o número de concorrentes do WRC da região. O Campeonato de Ralis do Médio Oriente poderá também registar um crescimento significativo, aproveitando a boleia
Se não fosse o facto de levarem lá pilotos conhecidos, a participar na competição, os nomes locais são muito pouco conhecidos: Abdulaziz Al-Kuwari (Qatar), Shaker Jweihan (Jordânia) Nasser Al Attiyah (dispensa apresentações), Shadi Shaban (Jordânia), Abdullah Al-Rawahi (Omã), Husam Salim (Jordânia).
Claro que ninguém se esquece das preocupações com os direitos humanos e o diretor da prova do WRC, Simon Larkin, reconheceu os progressos realizados na Arábia Saudita no que respeita aos direitos humanos e à utilização do desporto para promover a mudança, apontando um rali só para mulheres realizado na Arábia Saudita como prova desse progresso.
Obviamente, o mundo ocidental tem aceitado entrar neste ‘jogo’ com os sauditas, mas é preciso que se mantenha a pressão para a mudança. O dinheiro não pode fazer fechar os olhos a tudo…










