Os organizadores do Grande Prémio de Espanha preparam alterações em três zonas do circuito de Madring para 2027, depois de a corrida inaugural em Madrid ter sido fortemente criticada pela falta de ultrapassagens. Apesar de a qualificação no traçado de 22 curvas ter proporcionado espetáculo, a prova de domingo revelou limitações claras para as lutas em pista.
Com apenas quatro ultrapassagens relevantes depois da primeira volta, um número inferior às 10 verificadas no Grande Prémio do Mónaco deste ano, ficou claro para todos os envolvidos que o traçado não promove oportunidades de ultrapassagem em corrida, o que compromete muito o espetáculo. O traçado não tem zonas de travagem fortes onde os pilotos possam atacar e as que existem não o permitem, ou por serem travagens desafiantes, e / ou por não terem o espaço para permitir que dois carros estejam lado a lado, sem risco de colisão.
A chicane das curvas 5 e 6, no final da longa reta da Ribera del Sena, foi identificada como o maior problema. A travagem em curva e a entrada estreita tornam difícil criar trajetórias alternativas e quase impossível disputar a posição lado a lado sem um risco elevado de contacto. A curva 13, que surge depois da curva La Monumental, é outro dos setores visados. Embora a inclinação permita ganhar aspiração, a curva seguinte é de velocidade média e não oferece uma travagem suficientemente forte para transformar essa aproximação numa hipótese real de ultrapassagem. A sequência lenta das curvas 18 e 19 também foi criticada por reduzir o ritmo antes do setor final, mas o alvo deverá ser a curva 20, demasiado estreita neste formato. Deverá ser alargada para se transformar em ponto de ultrapassagem.
Luis García Abad, diretor-geral do evento de Madring, confirmou que a FIA já definiu as linhas gerais para melhorar o percurso. “Sendo honesto, a FIA definiu claramente qual é o caminho para melhorar o desenho do circuito, e estaremos abertos porque teremos de reinstalar a pista para o próximo ano”, afirmou. Segundo a The Race, estes problemas já tinham sido identificados antes do evento, mas a FIA preferiu concluir a estrutura e o evento e só depois passar para a fase de afinação. 2027 deverá dar uma versão do traçado mais amiga das ultrapassagens.











Tinha de ser. A FIA tem de pensar muito bem, sempre que surja uma nova pista. A pista não pode ficar pronta apenas algumas semanas antes de receber uma corrida. A pressa sempre foi inimiga da perfeição. Na minha opinião, uma pista nova teria de ser validada pelos pilotos, antes de receber uma prova oficial. Não era precisa a presença de todos os pilotos, poderia ser apenas um por equipa, que simulassem uma corrida. Isso poderia atrasar a estreia em meses, conforme as alterações a serem feitas, mas era preferível adiar a estreia para o ano seguinte, do que ter… Ler mais »